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Política

Ex-ministro de Bolsonaro, Weintraub diz que não irá votar e cita suspeitas de corrupção contra Flávio

Chefe da Educação entre 2019 e 2020, ele afirma que

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Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro (PL), afirmou que não irá às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro, repetindo a abstenção do primeiro.

  1. Fim da escala 6x1 dá nó tático em Flávio, que aposta na segurança para contra-atacar; veja vídeo.
  2. Emenda do PT sobre redução da maioridade é mal recebida no governo e deve ser rejeitada.
  3. Número 2 da articulação política do governo reage a ameaças de Eduardo Bolsonaro contra Itamaraty.

Entre dois males, não escolha nenhum", afirmou ele, hoje residente nos Estados Unidos, citando uma frase atribuída ao teólogo Charles H. Spurgeon.

Apesar da proximidade com os filhos do ex-presidente durante o mandato à frente do MEC, o ex-ministro afirmou não votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido às suspeitas de corrupção ligadas ao senador.

Quando apoiei [Jair] Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão", disse ao Painel. "Nunca votei em [Paulo] Maluf ou Lula, por não acreditar que fossem minimamente honestos.

Nunca votei em gente assim. Não vou começar a fazer isso depois de velho.

Flávio Bolsonaro é investigado por possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no inquérito que apura a produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre seu pai.

A decisão que tornou o candidato alvo foi dada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 22 de julho deste ano, a pedido da PF (Polícia Federal).

Weintraub diz ainda que "o Brasil não é uma democracia plena", pois "não há voto independente como foi determinado pelo acordo de San José da Costa Rica [conhecido como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos] ou urnas auditadas conforme a lei que foi aprovada.

Não participo de coisa errada", acrescentou.

O economista chefiou a pasta de Educação entre abril de 2019 e junho de 2020. Ele foi demitido do cargo após declarações contra ministros do STF –em especial, uma em que dizia querer "botar todos esses vagabundos na cadeia, começando no STF.

A fala inflamou a crise entre o governo e o Supremo, e Weintraub acabou no inquérito do STF sobre divulgação de notícias falsas e ofensas aos ministros da corte.

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