Entre um vídeo que alcança milhões de pessoas e uma mensagem que deixa de circular, parte da disputa eleitoral passa por decisões que o público mal consegue enxergar.
Nesta campanha, os gastos com impulsionamento, as suspensões de canais e a produção de propaganda por inteligência artificial levaram candidatos e tribunais a discutir as condições em que se chega ao eleitor nas plataformas digitais.
A controvérsia alcançou a Meta AI. Em testes da Folha, a ferramenta recusou produzir material para Lula e atendeu a pedidos sobre Flávio. As respostas variaram conforme o país do número associado à conta.
A empresa negou favorecimento e atribuiu as diferenças a falhas na identificação dos candidatos e à aplicação das regras eleitorais brasileiras.
Cada conflito tende a ser tratado como um problema de conteúdo, expressão ou propaganda. Em conjunto, eles revelam a concentração de poder em vários segmentos da vida digital e a falta de alternativas para quem depende deles.
A dimensão dessa presença ajuda a entender o problema. O Digital 2025 registrou, entre internautas brasileiros de 16 anos ou mais, 3h32 diárias nas redes sociais e cerca de oito plataformas utilizadas por mês.
A variedade de aplicativos convive com a concentração de seus proprietários.
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