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Seis bombas funcionaram sem parar, mas não conseguiram evitar alagamento que deixou 28 veículos submersos

Segundo a Prefeitura de São Paulo, equipamentos não apresentaram falhas, mas foram insuficientes para escoar a água durante temporal de quarta-feira (14). Regiã

4 min de leitura
Seis bombas funcionaram sem parar, mas não conseguiram evitar alagamento que deixou 28 veículos submersos

Anhangabaú registrou enchente em 1999, quando 160 veículos ficaram submersos; protocolo da CET prevê bloqueio preventivo do túnel.

  • A água subiu em segundos': motoristas relatam desespero ao ficarem presos em enchente no túnel do Anhangabaú.
  • VÍDEO: chuva forte deixa 1 morto na cidade de SP; ruas viram rios, água invade túneis, estações do metrô e terminal de ônibus.
  • Lago do Parque Ibirapuera transborda após chuva, derruba grade e alaga vias nesta quarta.

As seis bombas instaladas no Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, funcionaram ininterruptamente durante o temporal de quarta-feira (14), mas não foram suficientes para impedir o alagamento que deixou 26 carros e dois ônibus submersos.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, os equipamentos não apresentaram falhas. No entanto, a capacidade de escoamento do sistema foi superada pelo volume de água que atingiu a região em um curto intervalo de tempo.

Em apenas 40 minutos, choveu no córrego do Anhangabaú o equivalente ao esperado para 11 dias de outubro. Foram registrados 42 milímetros de chuva, o correspondente a 37% dos 112 milímetros previstos para o mês inteiro na capital.

A força da água transformou o túnel em uma área completamente alagada. Imagens registradas por motoristas mostram veículos cobertos pela água até as janelas e pessoas tentando sair dos automóveis.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as interdições do túnel começaram às 15h38, após a adoção do protocolo de Estado de Atenção para dias de chuva.

A prefeitura informou que o sistema de drenagem é monitorado 24 horas por dia, por meio de sensores e câmeras. Apesar disso, a quantidade de água que chegou ao túnel superou a capacidade de vazão das bombas.

Um caminhão de bombeamento emergencial foi mobilizado para reforçar a drenagem. Equipes de limpeza urbana também foram acionadas para atuar nos trechos em que o nível da água já havia baixado.

Após o recuo da água, as pessoas que ficaram presas no túnel foram resgatadas. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou a existência de pelo menos quatro vítimas, sem detalhar o estado de saúde delas.

Prefeito Ricardo Nunes fala sobre forte chuva em SP.

O alagamento de quarta-feira não foi o primeiro a atingir o Túnel do Vale do Anhangabaú.

Em 2021, uma forte chuva também provocou o alagamento de uma das pistas no sentido Zona Sul. Em 1999, um episódio de grandes proporções deixou cerca de 160 veículos submersos na região, entre eles três ônibus.

Desde a década de 1980, diferentes intervenções urbanas e obras de drenagem foram realizadas ou anunciadas para tentar reduzir os alagamentos no entorno do vale.

Entre elas estão as obras de recuperação e ampliação das galerias do córrego Moringuinho, iniciadas em 2006, e a construção de novas galerias anunciada em 2007.

Mais recentemente, em maio de 2026, a Prefeitura de São Paulo divulgou uma proposta de intervenção no sistema de drenagem da região da Avenida Nove de Julho, com o objetivo de reduzir os alagamentos que atingem o Centro, incluindo o Vale do Anhangabaú.

Temporal provocou morte e transtornos na capital.

A chuva de quarta-feira também provocou alagamentos em outras regiões da cidade. Na Brasilândia, na Zona Norte, uma moradora morreu após a casa ser atingida por um deslizamento de terra.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a estação meteorológica da Sé registrou 48,5 milímetros de chuva, o maior acumulado entre as estações do órgão.

Na Rede Telemétrica do Alto Tietê, o córrego Sapateiro, no Parque Ibirapuera, registrou 67,8 milímetros. O Parque da Aclimação acumulou 64 milímetros.

O temporal também foi acompanhado por fortes rajadas de vento, que chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44.

A previsão é de mais chuva nesta quinta-feira (15). A Defesa Civil do estado alerta para a possibilidade de acumulados de até 80 milímetros na Grande São Paulo ao longo do dia.

Em números

  • O temporal também foi acompanhado por fortes rajadas de vento, que chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44

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