Contudo, Mendes – que entrou em cena como cantor em fevereiro de 2024, mês em que fez o primeiro show em Salvador (BA) – não abre mão das participações estelares, tal como no primeiro álbum, “Depois enfim”, lançado em 2018 com elenco de convidados que incluía Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Djavan, Fernanda Montenegro, Marisa Monte, Moreno Veloso e Tom Veloso.
Aliás e a propósito, Calcanhotto, Caetano, Marisa, Moreno e Tom são nomes presentes ao longo das 12 faixas de “Itapuano”, álbum anunciado em 25 de setembro pelo single “João”.
A esse time, se juntam Alice Caymmi, Antonio Zambujo, Chico Buarque, Mônica Salmaso, Pedro Miranda e Sophie Charlotte, além de Mario Adnet, produtor e arranjador do álbum gravado entre agosto de 2025 e março deste ano de 2026 no Estúdio Sarapuí, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
O repertório do álbum “Itapuano” é calcado na parceria de Mendes com Arnaldo Antunes, iniciada há 22 anos com a gravação por Arnaldo da canção “Itapuana” no álbum “Saiba” (2004) – música ora revivida por Cézar Mendes em feat com Mônica Salmaso.
Entre regravações de “Enquanto passa outro verão” (2021), “O culpado é o cupido” (2023) e “Também pede bis” (2018), recicladas no álbum “Itapuano” com as vozes de Sophie Charlotte, Adriana Calcanhotto e Chico Buarque, respectivamente, Cézar Mendes apresenta músicas inéditas em disco como “Apenas milagre”, “Colibri” (composição que também tem a assinatura de Mario Adnet) e “Papel de bobo”, esta gravada com a voz de Alice Caymmi.
1. “João” (Cezar Mendes e Arnaldo Antunes, 2020).
Cordas: St. Petersburg Studio Orchestra.
2. “Amor se acalme” (Cezar Mendes, Arnaldo Antunes e Marisa Monte, 2015).
Piano e acordeom: Marcos Nimrichter.
9. “Se não dá, não dá” (Cezar Mendes, Arnaldo Antunes e Marcia Xavier, 2026).
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