Mark Levine, controlador financeiro da cidade de Nova York, pediu que a Anthropic adie sua oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos até resolver preocupações com segurança, governança e velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial.
- Sabotagem de código: comprometer programas de computador de forma deliberada.
- Fraudes: facilitar atividades fraudulentas.
- Manipulação de informações: distorcer conteúdos para influenciar sua interpretação.
Em carta ao CEO Dario Amodei, Levine defendeu que a empresa priorize esses riscos antes de abrir seu capital. A cobrança ocorre em meio ao avanço acelerado da IA, que tem superado o ritmo da regulamentação.
Testes expõem capacidades preocupantes da IA.
A própria Anthropic identificou comportamentos potencialmente prejudiciais em testes controlados com modelos cada vez mais autônomos. As pesquisas apontaram capacidades que poderiam ser usadas para.
Esses resultados ajudam a explicar a preocupação com a segurança dos sistemas. Entre os riscos associados ao avanço da tecnologia estão também as ameaças à cibersegurança e outros usos indevidos.
Na carta, vista pela Reuters nesta quinta-feira (15), Levine foi direto ao defender que a empresa priorize essas questões antes de avançar com a abertura de capital.
Anthropic mira avaliação de US$ 2 trilhões.
O interesse dos investidores também acompanha o crescimento da receita. Em reunião com potenciais investidores realizada nesta semana, a Anthropic informou que o faturamento do terceiro trimestre aumentou 45% em relação ao trimestre anterior.
A concorrente OpenAI, criadora do ChatGPT, também é apontada como candidata a abrir capital. A expectativa citada pela agência é que sua oferta pública inicial ocorra em 2027.
Fundos de pensão de Nova York têm exposição à empresa.
O pedido, porém, não significa que o IPO tenha sido suspenso.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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