CompartilharAdicionar CNN Brasil aoO primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Downing Street • Jack Taylor / ReutersVolodymyr Zelensky recebeu uma forte demonstração de apoio em Londres nesta quarta-feira (14), ao se reunir com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o rei Charles III, depois que as relações do líder ucraniano com os Estados Unidos sofreram uma brusca deterioração.
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Presidente ucraniano se reuniu com o premiê britânico, Andy Burnham, e o rei Charles III; na última semana, republicano anunciou acordo com Moscou para suspender sanções às exportações de diesel.
Zelensky foi recebido com todas as honras, chegando ao Reino Unido após mais uma noite de intensos ataques russos e poucas horas depois de a Ucrânia acusar a SpaceX, de Elon Musk, de incapacitar seus drones ao limitar os serviços da Starlink.
A demonstração diplomática, que incluiu uma audiência de 25 minutos com Charles e uma guarda de honra em Downing Street, ecoou a visita de Zelensky a Londres em fevereiro de 2025, logo após ele ter entrado em conflito com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o vice americano, JD Vance.
No início da reunião desta quarta-feira em Downing Street, Zelensky disse que queria discutir as dificuldades relacionadas à Starlink e ao compartilhamento de informações de inteligência, e que a Ucrânia ainda contava com sua parceria com os Estados Unidos.
Trump sugeriu no fim de semana que Zelensky deveria ser substituído como líder da Ucrânia, dias depois de ter fechado um acordo com Moscou para suspender as sanções às exportações russas de diesel.
O Reino Unido afirmou que não apoia o acordo entre os EUA e a Rússia sobre o diesel e pediu que os aliados mantenham a pressão econômica sobre Moscou.
Em entrevista ao jornalista Piers Morgan, Zelensky disse que foi doloroso ver Trump tomar o partido da Rússia em detrimento da Ucrânia.
Burnham disse que os últimos dias foram “muito sombrios e difíceis” para a Ucrânia, mas que o Reino Unido continuava sendo um aliado firme. “Estamos ao seu lado, e isso não vai mudar”, afirmou.
Burnham solicitou que as autoridades elaborassem novas sanções e ajuda militar, e seus ministros das Relações Exteriores e da Fazenda têm pressionado os aliados a seguirem o exemplo do Reino Unido na proibição de serviços marítimos que apoiem as exportações russas de gás natural liquefeito.
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