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Política

Após 1º turno, nomes da esquerda inflamam debate com alegações imprecisas

Jean Wyllys diz que Flávio Bolsonaro

2 min de leitura
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Desde que Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com mais votos do que Lula (PT), alguns nomes influentes da esquerda brasileira partiram para a ofensiva.

Parte apelou para o catastrofismo e outros distorcem fatos, surfando em temas sensíveis na sociedade brasileira, como autismo, Pix e o Sistema Único de Saúde.

Entenda abaixo detalhes e contextos do que foi dito sobre os três temas.

Teve uma que fez hemodiálise todo dia no SUS que, depois de insultar Lula, disse que é Flávio até o fim. Eu respondi: ‘Parabéns, seu fim está próximo, já que ele vai acabar com o SUS.

Às portas do inferno, lembre-se disto’", postou o ex-deputado.

A Folha tentou contato com Jean Wyllys, mas não obteve resposta.

Um evento em setembro reuniu os conselheiros de Flávio e Lula para a Saúde —o médico Cláudio Lottenberg, cotado para integrar eventual governo do PL, e Alexandre Padilha (PT), ministro da Saúde do petista.

Ambos apresentaram ideias semelhantes para o SUS.

O indicado de Flávio ao ministério disse que o SUS é uma "estrutura vitoriosa" que precisa ser melhorada ou aperfeiçoada, sem exigir uma reforma.

Não sei vocês, mas eu vou usar o Pix o máximo que eu puder agora. Por que se por acaso o Flávio Bolsonaro ganhar, ele vai acabar com o Pix. A mando de quem? A mando do [Donald] Trump, que já avisou que não gosta nada de Pix e que não confia.

Gente, corre lá para fazer bastante Pix, porque daqui a pouco, acabou", disse.

À Folha ela diz que não se trata da extinção do serviço de pagamento, mas de possíveis medidas que podem ir minando o funcionamento, comprometendo a eficiência do Pix.

Trump várias vezes se pronunciou contra o Pix. Então assumo que, se Flávio Bolsonaro vencer, ele vai se submeter aos desígnios do presidente norte-americano e a chance é grande.

O candidato do PL tem repetido seguidamente que vai manter o sistema de pagamentos se for eleito. Em julho, enviou um dossiê ao governo americano oferecendo vantagens comerciais e cita o Pix como um dos marcos da gestão Jair Bolsonaro.

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