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Tom Morello relembra racismo na infância e diz que parte dos fãs se recusa a vê-lo como preto

Filho de pai queniano e mãe branca, guitarrista cresceu em uma cidade predominantemente branca de Illinois, nos Estados Unidos

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Apesar de ter falado publicamente sobre sua identidade racial ao longo da carreira, Tom Morello ainda se depara com fãs que se recusam a acreditar que o guitarrista do Rage Against the Machine é preto.

Filho de pai queniano e mãe branca, o músico de 62 anos afirmou que a reação revela uma espécie de dissonância em relação à forma como sua imagem foi construída no imaginário do público.

Durante participação recente no podcast Broken Record, Morello declarou (via UCR): Há uma parcela considerável de pessoas no meu público, ao longo das décadas, que, quando falo sobre ser afro-americano, ficam chocadas e se recusam a acreditar.

Tipo, existe uma dissonância cognitiva: 'não, não, não, o Tom Morello não é negro'.” A relação de Tom com sua identidade racial, no entanto, começou muito antes de sua carreira musical.

Nascido no Harlem, em Nova York, em 1964, ele é filho do diplomata queniano Ngethe Njoroge e de Mary Morello, de ascendência irlandesa e italiana. Ainda criança, Morello se mudou com a família para Libertyville, no estado de Illinois, onde sua aparência o tornou imediatamente uma figura diferente em uma comunidade predominantemente branca, como ele relembrou: Eu literalmente integrei a cidade, segundo o corretor de imóveis.

Havia uma pessoa negra na cidade: eu. Tinha uma mãe branca e era a única criança negra; todo santo dia, eu era lembrado de que era negro.” A gente imagina o desafio, né.

Tom Morello falou em entrevista recente sobre racismo e sua infância nos Estados Unidos Segundo o guitarrista, a condição fazia com que ele fosse tratado não apenas como alguém diferente, mas também como uma espécie de curiosidade.

A atenção sobre sua aparência incluía situações invasivas e, em determinados momentos, manifestações explícitas de racismo: Meu cabelo era diferente; as pessoas queriam tocar no meu cabelo, queriam ver que as palmas das minhas mãos tinham uma cor diferente.

Havia muito desse tipo de estudo antropológico sobre mim. Chegou a haver uma corda de enforcamento na garagem da minha família em certo momento. Eu era negro, e não havia dúvida para ninguém na cidade de que eu era negro.” Décadas depois, já consagrado como guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello passou a ocupar um espaço particularmente complexo dentro do Rock.

Ele era um artista preto em um gênero historicamente associado, sobretudo em seu imaginário dominante, a músicos brancos. Ao comentar o assunto, Morello afirmou: Anos depois, estou em uma banda cuja música toca em estações de rádio que tradicionalmente não tocam artistas negros, ou que aparece em revistas de Rock que nunca destacam artistas negros.” Que venham muitos outros ainda.

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Durante participação recente no podcast Broken Record, Morello declarou (via UCR).

Tipo, existe uma dissonância cognitiva: ‘não, não, não, o Tom Morello não é negro’.”.

A relação de Tom com sua identidade racial, no entanto, começou muito antes de sua carreira musical. Nascido no Harlem, em Nova York, em 1964, ele é filho do diplomata queniano Ngethe Njoroge e de Mary Morello, de ascendência irlandesa e italiana.

Ainda criança, Morello se mudou com a família para Libertyville, no estado de Illinois, onde sua aparência o tornou imediatamente uma figura diferente em uma comunidade predominantemente branca, como ele relembrou.

Tom Morello falou em entrevista recente sobre racismo e sua infância nos Estados Unidos.

Segundo o guitarrista, a condição fazia com que ele fosse tratado não apenas como alguém diferente, mas também como uma espécie de curiosidade. A atenção sobre sua aparência incluía situações invasivas e, em determinados momentos, manifestações explícitas de racismo.

Meu cabelo era diferente; as pessoas queriam tocar no meu cabelo, queriam ver que as palmas das minhas mãos tinham uma cor diferente. Havia muito desse tipo de estudo antropológico sobre mim.

Chegou a haver uma corda de enforcamento na garagem da minha família em certo momento. Eu era negro, e não havia dúvida para ninguém na cidade de que eu era negro.”.

Décadas depois, já consagrado como guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello passou a ocupar um espaço particularmente complexo dentro do Rock. Ele era um artista preto em um gênero historicamente associado, sobretudo em seu imaginário dominante, a músicos brancos.

Anos depois, estou em uma banda cuja música toca em estações de rádio que tradicionalmente não tocam artistas negros, ou que aparece em revistas de Rock que nunca destacam artistas negros.”.

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