Ir para o conteúdo
Mato Grosso do Sul

Infarto pode chegar sem dor no peito, e cansaço que piora é sinal de alerta, diz cardiologista

Doenças como pressão alta, diabetes e colesterol elevado podem ser silenciosas e levar a infarto ou AVC sem que o paciente sinta dor. Cardiologista alerta para

8 min de leitura
Infarto pode chegar sem dor no peito, e cansaço que piora é sinal de alerta, diz cardiologista

Cardiologista alerta que doenças como diabetes, pressão alta e colesterol elevado podem ser silenciosas e levar a infarto ou AVC. Muitos pacientes não sentem dor no peito antes de um infarto, apresentando apenas cansaço e falta de ar, especialmente mulheres, diabéticos e idosos.

  • Cardiologista alerta que doenças como diabetes, pressão alta e colesterol elevado podem ser silenciosas e levar a infarto ou AVC.
  • Muitos pacientes não sentem dor no peito antes de um infarto, apresentando apenas cansaço e falta de ar, especialmente mulheres, diabéticos e idosos.
  • A prevenção e o acompanhamento médico regular são cruciais, pois o dano cardiovascular é acumulativo e as sequelas de um infarto podem ser permanentes.
  • Jovens atletas com parada cardíaca podem ter outras causas além do infarto, como arritmias genéticas ou miocardite, exigindo avaliação pré-atividade física intensa.
  • A frequência das consultas ao cardiologista varia conforme o risco individual, sendo mais cedo para quem tem histórico familiar e mais regular para quem possui fatores de risco.

A prevenção e o acompanhamento médico regular são cruciais, pois o dano cardiovascular é acumulativo e as sequelas de um infarto podem ser permanentes. Jovens atletas com parada cardíaca podem ter outras causas além do infarto, como arritmias genéticas ou miocardite, exigindo avaliação pré-atividade física intensa.

A frequência das consultas ao cardiologista varia conforme o risco individual, sendo mais cedo para quem tem histórico familiar e mais regular para quem possui fatores de risco.

A paciente chegou ao consultório com mais de 70 anos, diabetes, pressão alta e colesterol elevado. Queria só um check-up e garantia que não sentia nada. No teste de esteira, aguentou dois minutos.

A investigação encontrou uma lesão grave em uma das principais artérias do coração, e ela recebeu um stent antes de infartar. Duas semanas depois, voltou chorando.

Antes, precisava parar no meio da rua da clínica para recuperar o fôlego e achava que era coisa da idade. Agora subia sem esforço. "Perceba que essa paciente não tinha dor no peito.

Ela tinha um cansaço aos esforços, um cansaço que vinha piorando", contou o cardiologista Gustavo Barreiros, coordenador de cardiologia da Clínica Campo Grande.

O cardiologista Gustavo Barreiros alerta que pressão alta, diabetes e colesterol elevado podem evoluir sem sintomas e aumentar o risco de infarto e AVC. O caso resume o alerta que ele fez em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, do Grupo Feitosa de Comunicação, que edita este jornal, na manhã de terça-feira (6).

As doenças que levam ao infarto e ao AVC costumam passar anos sem dar sinal, e quem espera sentir dor para procurar o médico pode descobrir o problema tarde demais.

A entrevista completa está no vídeo abaixo. Silencioso não quer dizer que está tudo bem Pressão alta, diabetes e colesterol alto são, na maioria das vezes, doenças sem sintoma.

Para Barreiros, isso engana o paciente. "Ser silenciosa não significa que está tudo bem", disse. Ele comparou essas doenças a um inimigo infiltrado, que vai minando o corpo até o dia em que aparece como infarto ou AVC.

Por isso, a recomendação dele é prevenir em vez de tratar. A medicina consegue tratar bem um infarto hoje, afirmou, mas a sequela fica. O dano é acumulativo. "O colesterol alto não vai matar agora, a pressão alta não vai matar agora, ela vai matar lá na frente", disse, lembrando que o preço costuma chegar justamente na idade em que a pessoa queria aproveitar a aposentadoria.

O infarto costuma avisar, às vezes por anos Segundo o cardiologista, na maioria das vezes o infarto dá sinais, e há pacientes que passam meses ou até anos com sintomas que pioram aos poucos.

O mais conhecido é a angina, uma dor em aperto ou queimação no peito, que piora com esforço, melhora em repouso e pode se espalhar para o pescoço, a mandíbula e os ombros.

Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, Gustavo Barreiros explicou que cansaço e falta de ar aos esforços também podem indicar problemas no coração. A armadilha, disse ele, é esperar só por essa dor.

Mulheres depois da menopausa, pessoas com diabetes e idosos podem ter infarto sem dor no peito, apenas com cansaço e falta de ar. E quem sente dor costuma atribuir a outra coisa, como gastrite.

Já perdi pacientes assim porque demoraram muito para procurar", afirmou. Morte súbita em jovem nem sempre é infarto Os casos de pessoas jovens e de atletas que passam mal durante corridas chamam atenção, mas Barreiros fez uma distinção.

O infarto continua mais comum em pessoas mais velhas e com fatores de risco. Quando um jovem tem uma parada cardíaca durante uma maratona, por exemplo, a causa pode ser outra, como uma arritmia de origem genética, uma miocardite ou uma doença do músculo do coração.

Ele citou o caso do jogador dinamarquês Christian Eriksen, que teve uma parada cardíaca em campo em 2021, durante a Eurocopa, e foi reanimado. Por isso, o cardiologista recomenda que quem pretende fazer atividade física moderada ou intensa passe antes por uma avaliação, com exames como o teste de esteira e o ecocardiograma, para medir o risco.

Sobre energéticos, suplementos e pré-treinos, a palavra dele foi equilíbrio. O uso eventual não é proibido, afirmou, mas o abuso, sobretudo junto com bebida alcoólica e treino intenso sem acompanhamento, pode provocar arritmias graves.

De quanto em quanto tempo ir ao cardiologista A frequência depende do risco. Para o jovem sem doença e sem histórico na família, Barreiros sugere uma consulta a cada um ou dois anos.

Quem tem parente de primeiro grau que infartou cedo, antes dos 55 anos nos homens e dos 65 nas mulheres, deve começar o acompanhamento mais cedo, por causa do componente genético.

Para o cardiologista, esperar a dor no peito aparecer pode atrasar o diagnóstico. Consultas e exames ajudam a identificar riscos antes de uma emergência. Pessoas com pressão alta, diabetes, colesterol alto, que fumam ou que já tiveram AVC precisam de consulta pelo menos uma vez por ano, e às vezes a cada seis meses, conforme os exames.

O estresse também entra na conta: sozinho não causa a doença, disse ele, mas piora o sono, a pressão e o peso e pode desencadear um efeito em cascata. E emagrecer ou começar a treinar não dispensa o cuidado.

Todo mundo tem que se preocupar", afirmou. O A Crítica já explicou como funciona a hemodinâmica, o exame que examina e trata o coração por dentro, usado em casos como o da paciente que recebeu o stent.

Saúde do coraçãoSinais de alerta e quando fazer o check-upDor no peito forte ou falta de ar súbitaLigue para o Samu: 192Dor típicaAperto ou queimação no peito, que piora com esforço e melhora em repouso.

Pode ir para o pescoço, a mandíbula e os ombrosSinal escondidoCansaço e falta de ar que pioram aos poucos ao fazer esforço, mesmo sem dorMais atençãoMulheres após a menopausa, pessoas com diabetes e idosos podem ter infarto sem dor no peitoCheck-up anualQuem tem pressão alta, diabetes, colesterol alto, fuma, já teve AVC ou tem infarto precoce na famíliaA cada 1 ou 2 anosJovens sem fatores de risco nem histórico familiarAntes de treinarAvaliação com cardiologista antes de começar atividade física moderada ou intensaAssistir à entrevistaLigar para o Samu 192+ Fato ou fake, segundo o cardiologistaQuem não sente nada está com o coração bem: fake.

Pressão alta, diabetes e colesterol alto costumam não dar sintomas. Colesterol alto sempre avisa antes: fake. Dá para ter placas de gordura nas artérias por anos sem saber: fato.

Estresse aumenta o risco: fato, junto com outros fatores, porque piora o sono, a pressão e o peso. Quem é magro e faz exercício não precisa se preocupar: fake.+ Entenda os termosInfarto: morte de parte do músculo do coração porque o sangue deixou de chegar até ele, em geral por entupimento de uma artéria.

Morte súbita: parada do coração repentina. Nem sempre é infarto: pode ser causada por arritmia, miocardite ou doença do músculo cardíaco. Angina: dor ou aperto no peito causado por pouca chegada de sangue ao coração.

Stent: pequena tela de metal colocada dentro da artéria, por cateterismo, para mantê-la aberta. Dislipidemia: nome médico para colesterol ou triglicerídeos alterados no sangue.

Orientações do cardiologista Gustavo Barreiros, coordenador de cardiologia da Clínica Campo Grande, em entrevista ao Giro Estadual de Notícias. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica.

Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.

Pressão alta, diabetes e colesterol alto são, na maioria das vezes, doenças sem sintoma. Para Barreiros, isso engana o paciente. “Ser silenciosa não significa que está tudo bem”, disse.

A armadilha, disse ele, é esperar só por essa dor. Mulheres depois da menopausa, pessoas com diabetes e idosos podem ter infarto sem dor no peito, apenas com cansaço e falta de ar.

E quem sente dor costuma atribuir a outra coisa, como gastrite. “Já perdi pacientes assim porque demoraram muito para procurar”, afirmou.

Os casos de pessoas jovens e de atletas que passam mal durante corridas chamam atenção, mas Barreiros fez uma distinção. O infarto continua mais comum em pessoas mais velhas e com fatores de risco.

Quem não sente nada está com o coração bem: fake. Pressão alta, diabetes e colesterol alto costumam não dar sintomas.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…