Ir para o conteúdo
Agronegócio

Arroba em viés de alta: como os preços do boi encerraram a semana

No entanto, perda gradual do estímulo ao consumo na segunda quinzena pode moderar a intensidade dos próximos reajustes, diz analista

2 min de leitura
Arroba em viés de alta: como os preços do boi encerraram a semana

O mercado físico do boi gordo encerra a semana com preços firmes e reajustes localizados, principalmente nas praças da Região Norte.

  • São Paulo: R$ 383,83 — ontem: R$ 383,33.
  • Goiás: R$ 368,57 — ontem: R$ 367,86.
  • Minas Gerais: R$ 373,76 — ontem: R$ 372,65.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 372,52 — ontem: R$ 372,27.
  • Mato Grosso: R$ 352,57 — ontem: R$ 351,35.
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo.
  • Quarto traseiro: R$ 29,50 por quilo.
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo.

Em São Paulo, as referências permaneceram estáveis após as novas máximas registradas na quinta-feira (15), sinalizando uma pausa no ritmo de valorização no principal mercado do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita de animais e as escalas de abate pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões pesquisadas, continuam mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas.

Segundo ele, nesse ambiente, o viés de firmeza permanece para o curto prazo, embora a perda gradual do estímulo ao consumo na segunda quinzena possa moderar a intensidade dos próximos reajustes.

O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços inalterados. Segundo Iglesias, os patamares alcançados após a reposição da primeira metade do mês vêm sendo preservados, mas o ambiente de negócios já indica menor ritmo de compras por parte do varejo.

Para a segunda quinzena, a expectativa continua sendo de esfriamento da demanda, diante da perda gradual dos efeitos relacionados à entrada dos salários na economia.

A ampla vantagem de preço da carne de frango e dos cortes suínos também segue limitando o espaço para novos reajustes da carne bovina, sobretudo entre os consumidores de menor poder aquisitivo.

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,7%.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Agronegócio