O mercado físico do boi gordo encerra a semana com preços firmes e reajustes localizados, principalmente nas praças da Região Norte.
- São Paulo: R$ 383,83 — ontem: R$ 383,33.
- Goiás: R$ 368,57 — ontem: R$ 367,86.
- Minas Gerais: R$ 373,76 — ontem: R$ 372,65.
- Mato Grosso do Sul: R$ 372,52 — ontem: R$ 372,27.
- Mato Grosso: R$ 352,57 — ontem: R$ 351,35.
- Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo.
- Quarto traseiro: R$ 29,50 por quilo.
- Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo.
Em São Paulo, as referências permaneceram estáveis após as novas máximas registradas na quinta-feira (15), sinalizando uma pausa no ritmo de valorização no principal mercado do país.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita de animais e as escalas de abate pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões pesquisadas, continuam mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas.
Segundo ele, nesse ambiente, o viés de firmeza permanece para o curto prazo, embora a perda gradual do estímulo ao consumo na segunda quinzena possa moderar a intensidade dos próximos reajustes.
O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços inalterados. Segundo Iglesias, os patamares alcançados após a reposição da primeira metade do mês vêm sendo preservados, mas o ambiente de negócios já indica menor ritmo de compras por parte do varejo.
Para a segunda quinzena, a expectativa continua sendo de esfriamento da demanda, diante da perda gradual dos efeitos relacionados à entrada dos salários na economia.
A ampla vantagem de preço da carne de frango e dos cortes suínos também segue limitando o espaço para novos reajustes da carne bovina, sobretudo entre os consumidores de menor poder aquisitivo.
Na semana, o dólar acumulou alta de 1,7%.
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