Os sete candidatos a suceder ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, receberam votos contrários de pelo menos um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança nesta sexta-feira (16), segundo uma fonte diplomática.
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Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia, que têm poder de veto no Conselho, rejeitaram ao menos um dos sete nomes. O resultado abre caminho para a apresentação de novas candidaturas.
Quatro mulheres e três homens disputam a sucessão de Guterres, de 77 anos, que encerra em 31 de dezembro o segundo mandato de cinco anos à frente da organização.
A votação desta sexta-feira foi a primeira consulta informal e anônima em que os cinco membros permanentes usaram cédulas coloridas para indicar seus vetos. Os outros dez integrantes do Conselho de Segurança continuaram usando cédulas sem essa distinção.
A costa-riquenha Rebeca Grynspan, que esteve entre os nomes mais bem colocados nas cinco votações anteriores, recebeu desta vez o maior número de votos de apoio.
Ela também teve cinco votos contrários, dois deles de membros permanentes.
Segundo a imprensa americana, o governo de Donald Trump se opõe aos sete candidatos.
Questionado sobre a informação, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, não comentou diretamente o assunto, mas declarou nesta sexta-feira: "Sempre dissemos que apenas precisamos da melhor pessoa.
Para ser recomendado pelo Conselho de Segurança, um candidato precisa obter pelo menos nove votos favoráveis entre os 15 integrantes do órgão e não receber veto de nenhum dos cinco membros permanentes.
Se cumprir os dois requisitos, o nome é encaminhado à Assembleia Geral da ONU, que reúne todos os Estados-membros da organização, para confirmação.
A escolha do próximo secretário-geral ocorre em um dos períodos mais difíceis para a ONU, marcado por conflitos em diferentes regiões do mundo, dificuldades financeiras e divisões dentro do Conselho de Segurança.
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