as. Reduzir o número de lojas, cortar custos e investir em operações mais eficientes se tornaram parte das estratégias para reverter os números ruins.
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- 🤔 Como manter a relevância das lojas físicas em um mercado no qual os consumidores comparam preços com facilidade e têm cada vez mais opções on-line.
- 81% disseram pesquisar na internet antes de realizar uma compra em uma loja física.
- 87% afirmaram já ter entrado em uma loja para comprar um produto e saído com outro.
- Para comprar carne, 93,4% dos consumidores preferem lojas físicas.
- No caso de hortifrútis, o percentual chega a 92%.
Outro motivo para essa revisão das operações é a mudança no comportamento do consumidor. Ele pesquisa preços na internet, visita lojas para conhecer os produtos e, muitas vezes, finaliza a compra no comércio eletrônico.
Esse comportamento, conhecido como "showrooming", ajuda a ilustrar um dos desafios do varejo tradicional.
Enquanto marketplaces e plataformas digitais ampliam a concorrência e pressionam os preços, o comprador enfrenta um aperto financeiro com os juros elevados e crédito caro, que limitam o espaço das famílias para consumir.
Nesse cenário, a loja física está perdendo espaço para o comércio eletrônico ou ganhando um novo papel na jornada de compra.
Uma pesquisa da Smollan, empresa de soluções para o varejo, mostra como a jornada de compra já combina os ambientes físico e digital.
Segundo pesquisa da empresa, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente.
O movimento também ocorre no sentido inverso.
O levantamento reuniu 1. 828 conversas com consumidores de 156 cidades, distribuídas por 25 estados.
O digital mudou a forma como o consumidor chega à loja, mas não reduziu a capacidade do ponto de venda de influenciar a escolha", afirma Renato Vechiatto, diretor de operações (COO) da Smollan para a América Latina.
Por que o consumidor ainda vai à loja física.
Mesmo com a facilidade de pesquisar preços e comprar pela internet, ver o produto pessoalmente continua sendo um dos motivos para visitar uma loja.
Na pesquisa, 46,1% dos entrevistados apontaram essa experiência como um fator importante para ir ao ponto de venda. Outros 29,2% destacaram a vantagem de sair da loja com o produto em mãos.
📱 Já no segmento de eletrônicos, as preferências são mais divididas.
A diferença mostra que a experiência presencial continua relevante, mas seu peso depende do produto e das necessidades do consumidor.
Em alguns casos, tocar, experimentar ou avaliar pessoalmente um item ajuda a reduzir a insegurança antes da compra. Em outros, a praticidade e a possibilidade de comparar preços on-line podem ser determinantes.
Para Vechiatto, os canais não precisam competir entre si. O varejista pode usar a loja para oferecer uma experiência que o ambiente digital não proporciona da mesma forma e, quando não consegue igualar o preço on-line, apresentar alternativas para concretizar a venda.
O executivo também destaca que a comparação de preços é mais simples no comércio eletrônico, enquanto a loja física oferece a possibilidade de conhecer o produto pessoalmente.
Nesse caso, o atendimento e a segurança durante a compra podem ajudar a convencer o consumidor a concluir a transação presencialmente.
Preço e disponibilidade podem mudar a decisão.
A disputa entre os canais também passa pela capacidade de oferecer o produto certo, pelo preço esperado e no momento em que o consumidor deseja comprá-lo.
Na pesquisa, o preço foi apontado como fator importante na decisão de compra por 77,7% dos entrevistados.
As promoções apareceram em seguida, citadas por 61,1%. Marca (41,1%), disponibilidade do produto (23,2%) e atendimento (20,6%) também foram mencionados.
Quando questionados sobre o que mais chama a atenção dentro da loja, 59,6% destacaram as ofertas promocionais.
O levantamento também identificou um problema que pode levar à perda de vendas: 27% dos entrevistados disseram que a disponibilidade dos produtos é o aspecto que mais precisa melhorar nas lojas, à frente dos preços (20,9%) e da integração entre os canais físico e on-line (17,6%).
Além disso, 57% afirmaram já ter desistido de uma compra em uma loja física por não encontrar o produto que procuravam.
A falta de integração entre os canais pode agravar o problema. Se o consumidor encontra um produto na internet, mas não consegue localizá-lo na loja ou não tem acesso a informações claras sobre estoque e entrega, a empresa corre o risco de perder a venda para um concorrente.
Como o g1 mostrou, as mudanças no comportamento do consumidor têm pressionado varejistas e redes de lojas físicas a rever suas operações. Manter esses estabelecimentos envolve custos com aluguel, funcionários, estoque e logística, o que leva as empresas a priorizar unidades mais rentáveis e formatos menores.
No varejo alimentar, juros elevados, crédito caro e consumidores mais atentos aos preços reforçam a busca por eficiência e integração com os canais digitais. Isso não significa o fim das lojas físicas, mas uma mudança em seu papel na jornada de compra, segundo Renato Vechiatto.
Segundo o diretor de operações da Smollan, essa integração também passa por mudanças na logística, como parcerias entre varejistas e centros de distribuição que reduzam custos e agilizem entregas.
Há também formatos que exigem estruturas menores, como lojas de automóveis com poucos veículos em exposição e operações de delivery e dark kitchens, voltadas exclusivamente à preparação de pedidos para entrega.
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