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Política Revisado por ULTRA AI

Major antipetista da ativa da FAB derrota Múcio e Valdemar e registra candidatura a deputado

A pedido de ministro da Defesa, presidente do PL tentou excluir Emmanuel Novaes da disputa

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Um major da ativa da Aeronáutica que tenta ser candidato pela terceira eleição seguida e tem histórico de ativismo político mobilizou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a se unirem para impedir seu objetivo.

Lista completa

  • Campanha de Lula ataca Flávio Bolsonaro na TV e tenta pressioná-lo antes de entrevista ao vivo.

No primeiro round da disputa, Múcio e Valdemar foram derrotados.

Nesta quinta (27), a Justiça Eleitoral em Roraima deferiu o pedido de registro da candidatura de Emmanuel Novaes a deputado federal pelo PL.

Mesmo na ativa da FAB (Força Aérea Brasileira), o major Emmanuel é um militante político, que nas redes sociais insulta esquerdistas e provoca seus superiores, inclusive o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno.

A postura do oficial fez com que Múcio solicitasse a Valdemar a retirada da legenda do candidato, informação revelada pelo jornal O Globo. "Atendi porque o Múcio é um dos melhores caras que eu conheci na minha vida.

Tudo que ele fala pra mim eu tenho confiança absoluta que ele está certo. E se ele pediu pra fazer isso é porque deveria ser feito. Ele é fora de série e eu sempre que puder vou atendê-lo", disse Valdemar à Folha.

A mando da executiva nacional do partido, a executiva estadual solicitou ao TRE-RR (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima) a exclusão do registro da candidatura, mas o tribunal alegou que o pedido foi feito tarde demais, depois da convenção e do protocolo de registro.

No voto em que deferiu o registro, a juíza Joana Sarmento de Matos, relatora da ação, afirmou que "o partido, por intermédio de seu estatuto e atos delegados, pode muito, mas não pode tudo.

É dizer que a autonomia partidária encontra limites intransponíveis nos balizamentos constitucionais, de modo que atos de intervenção não podem ocorrer de maneira abrupta, autoritária e despida de contraditório, violando o direito subjetivo que se aperfeiçoou com a escolha em convenção e o consequente início da campanha eleitoral oficial", escreveu.

A magistrada observou ainda que é "imperioso resguardar a legítima expectativa jurídica de participação no pleito eleitoral nascida da aprovação em convenção, não podendo ser retirado por mera conveniência política interna.

Ao seu modo, o major comemorou nas redes sociais: "Chora, melancia. Começou a guerra. Não adiantou não, Lulinha, Múcio, estrelinhas do meu coração.

O fim dos "melancias" –militares de esquerda, por serem verdes por fora e vermelhos por dentro– é uma das bandeiras de Emmanuel Novaes. Em 2024, quando era cogitado como candidato a vice-prefeito (acabou concorrendo a vereador), escreveu que "todo comunista é vagabundo", chamou Lula de "ladrão" e compartilhou um post exortando o petista a seguir o exemplo de Joe Biden e desistir da reeleição ("Lula, aproveita que o senil americano desistiu e pede pra sair também").

Ele já havia tentado se eleger deputado estadual em 2022, mas também não teve votos suficientes. Desde então, segue fazendo militância nas redes sociais.

Num post em 18 de agosto, ao responder sobre "como está sendo a relação com a FAB?", ele escreveu: "É uma relação maravilhosa, onde eles querem me prender e eu não quero ficar preso; onde eles querem calar minha boca e eu não quero ficar calado.

E mandou um recado ao comandante da Aeronáutica: "Brigadeiro Damasceno, ó [faz sinal de coração com a mão], eu acho que a gente tem uma química. O senhor não acha não.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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