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Política Revisado por ULTRA AI

Redução da jornada pode elevar preço de máquinas em 6%, diz indústria

Abimaq e Sindimaq calculam impacto e consideram corte de 9% no tempo produtivo sem compensação por ganhos de produtividade

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A redução da jornada de trabalho sem aumento de produtividade pode elevar em 6,2% os preços ao consumidor, segundo cálculo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e do Sindimaq (Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas) divulgado à imprensa nesta 6ª feira (28.ago.

Lista completa

  • educação e qualificação profissional – preparar trabalhadores para operar sistemas de inteligência artificial, automação e robótica.
  • modernização do parque industrial – ampliar o acesso a crédito para a compra de máquinas e equipamentos.
  • transformação digital – aumentar o uso de dados e sistemas inteligentes pelas empresas.
  • reformas estruturais – reduzir custos tributários e logísticos e simplificar regras para os negócios.

Abimaq e Sindimaq calculam impacto e consideram corte de 9% no tempo produtivo sem compensação por ganhos de produtividade.

A estimativa considera uma redução de 9% no tempo disponível para produção e os custos necessários para manter o mesmo nível de fabricação. Eis a íntegra (PDF – 244 KB).

A discussão se dá no contexto de debates sobre a redução da jornada de trabalho no país. Atualmente, a maior parte do setor de máquinas e equipamentos opera em 44 horas semanais.

A conta apresentada pelas entidades parte do entendimento de que, se uma fábrica passa a trabalhar menos horas, mas precisa entregar a mesma quantidade de produtos, terá de compensar o tempo perdido com mais produtividade, horas extras ou novos funcionários.

Sem ganhos de eficiência, Abimaq e Sindimaq calculam que uma redução de 9% no tempo produtivo exigiria.

Além disso, as entidades estimam que a adoção de 2 descansos semanais remunerados elevaria em 9% os gastos com a folha de pagamentos.

A combinação desses efeitos resultaria, segundo os cálculos do setor, em um aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor final. Essa é uma estimativa das entidades para o setor de máquinas e equipamentos, e não uma projeção oficial para a inflação brasileira.

O efeito se dá porque parte dos custos de uma fábrica não diminui na mesma proporção da jornada. Aluguel, máquinas, manutenção e outras despesas fixas continuam existindo mesmo que o número de horas trabalhadas seja menor.

Se a produção também cair, esses custos passam a ser distribuídos por uma quantidade menor de produtos. O custo médio por unidade aumenta, o que pode reduzir a margem das empresas ou ser repassado aos preços.

Para evitar o efeito, a alternativa é produzir mais em cada hora trabalhada. Quanto maior a produção obtida com a mesma quantidade de trabalho, menor o impacto de uma redução da jornada sobre o custo de cada produto.

A Abimaq e o Sindimaq também relacionam a discussão ao chamado Custo Brasil, conjunto de custos e ineficiências que afetam a produção nacional, como questões tributárias, burocráticas e logísticas.

Segundo as entidades, esses fatores fazem com que a produção brasileira seja cerca de 26% mais cara que a de concorrentes estrangeiros.

A preocupação do setor é que uma redução da jornada sem aumento correspondente de produtividade eleve ainda mais os custos e reduza a competitividade das empresas brasileiras.

Nesse cenário, a tecnologia é apontada como uma das formas de aumentar a produção por hora. Automação, robótica e inteligência artificial podem permitir que uma empresa produza a mesma quantidade em menos tempo, reduzindo o impacto de jornadas menores.

A Abimaq e o Sindimaq defendem uma agenda de aumento da produtividade baseada em 4 frentes.

As entidades também defendem a manutenção do limite de 44 horas semanais e o uso de negociações coletivas para definir jornadas de acordo com as características de cada setor.

Fontes consultadas

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