O presidente Lula conquistou mais destaque do que o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos primeiros programas eleitorais de TV nos principais estados do país, iniciados nesta sexta-feira (28).
O petista teve espaço destacado na programação de candidatos no Nordeste, onde tem ampla margem de preferência, assim como de aliados em regiões bolsonaristas, como o Sul.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, teve a atenção de aliados no Rio de Janeiro e Paraná, mas foi ignorado até por correligionários do Rio Grande do Sul, onde lidera nas intenções de voto.
O programa eleitoral gratuito começou nesta sexta-feira com propagandas de candidatos ao governo, Senado e às Assembleias Legislativas. As peças dos postulantes à Presidência da República e à Câmara dos Deputados serão exibidas a partir deste sábado (29).
Em Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do país, Lula foi mencionado por Patrus Ananias (PT), candidato ao governo. Ele apresentou trechos de discurso de Lula e destacou sua atuação como ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do primeiro mandato do presidente.
Nós precisamos mais uma vez do presidente Lula à frente do Brasil", disse o candidato na peça.
Flávio Roscoe (PL), por sua vez, iniciou e finalizou sua inserção no horário eleitoral com a participação do deputado Nikolas Ferreira (PL), cuja presença tem sido explorada também nos atos públicos da campanha.
Apesar de o número de Flávio ter sido destacado em tela, o presidenciável não foi citado nem mostrado.
O líder nas intenções de voto Cleitinho Azevedo (Republicanos), também com pouco espaço de tela, optou por reforçar sua imagem como outsider político, destacando os impasses no caminho pela candidatura e direcionando um discurso voltado a diminuir o custo de vida do povo mineiro.
No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, Flávio Bolsonaro teve a imagem utilizada pelo presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), junto com o ex-presidente Bolsonaro.
O senador teve mais destaque ao lado do deputado Carlos Jordy (PL), que busca o Senado, falando por mais tempo que o próprio candidato. O senador Carlos Portinho (PL), por sua vez, se associou mais ao ex-presidente, sem mencionar o senador.