O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, elevou o tom das críticas às instituições nesta quinta-feira (3) ao afirmar que o Senado está “acovardado” diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante sabatina promovida pela revista Veja, ele também defendeu a saída do Brasil dos Brics e criticou a condução da política externa brasileira. Zema participou da entrevista usando uma camiseta com a frase “chega de intocáveis”, em referência às recentes controvérsias envolvendo integrantes do Supremo e o Banco Master.
Ao comentar o episódio, afirmou que o Senado não estaria adotando as medidas que considera necessárias para investigar o caso. A declaração ocorre em meio às discussões políticas sobre a atuação da Casa diante de pedidos relacionados a ministros do STF.
Zema defende saída do Brasil dos Brics As críticas também alcançaram a política internacional. Zema afirmou que, em sua avaliação, o Brasil não possui “nenhuma afinidade” com os demais integrantes dos Brics e deveria deixar o grupo.
O candidato também defendeu maior aproximação e cooperação internacional no combate ao crime organizado. Questionado sobre a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil, Zema respondeu citando o avanço das organizações criminosas no território nacional.
Zema também criticou a reação do governo brasileiro às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, sua experiência como governador de Minas Gerais foi marcada pela busca de uma relação amigável com potenciais parceiros econômicos.
Baixo desempenho nas pesquisas entra na sabatina O candidato também foi questionado sobre suas intenções de voto na corrida presidencial. Ao responder, comparou uma eleição a um “cardápio” e argumentou que parte dos eleitores ainda não conhece suficientemente os candidatos e o processo eleitoral.
Para ilustrar essa avaliação, relatou uma situação em que visitou um hotel em reforma e não foi reconhecido pelos trabalhadores que estavam no local. “Eu, por exemplo, fui em um hotel que estava sendo reformado, e os pedreiros não me reconheceram”, afirmou.
A declaração foi apresentada pelo candidato como exemplo do desafio de aumentar sua exposição nacional durante a campanha. Com a eleição marcada para outubro, Zema tenta ampliar seu espaço na disputa enquanto aposta em críticas ao funcionamento das instituições, à política externa e às escolhas econômicas do atual governo como pontos centrais de sua candidatura.
Zema defende saída do Brasil dos Brics.
Ele disse ainda considerar bem-vinda a intenção atribuída ao presidente norte-americano Donald Trump de ampliar o enfrentamento ao crime organizado nas Américas.
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