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Política

Meta nega interferência nas eleições brasileiras

Empresa afirmou que falhas técnicas atingiram a campanha de Lula e que problemas também afetaram outros candidatos. Leia no Poder360.

2 min de leitura
Política — imagem padrão

Segundo a Meta, os problemas afetaram candidatos de diferentes correntes políticas e anunciantes em todo o mundo. A manifestação da empresa ocorre em resposta a críticas de internautas por viés ideológico e à ação judicial movida pela coligação de Lula.

  • em 7 de outubro, uma falha global travou a contagem de visualizações dos reels em mais de 100 países por cerca de 5 horas. A Meta informou que a distribuição do conteúdo continuou normal e que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também relatou a mesma falha na data. Segundo a empresa, o alcance do perfil de Lula no dia ficou acima da média recente.
  • uma atualização de código em 9 e 10 de outubro impediu que anunciantes em diversos países transformassem posts do feed em anúncios. A criação de novos anúncios via upload direto continuou funcionando.
  • a empresa corrigiu no mesmo dia uma brecha no seu assistente de inteligência artificial. O sistema bloqueava buscas pelos sobrenomes “Lula” e “Bolsonaro”, mas voltava a criar santinhos caso o usuário digitasse primeiros nomes comuns associados ao número das urnas —caso de “Luiz” ou “Flávio”.

Empresa afirmou que as campanhas de Lula e de outros candidatos foram afetadas por falhas técnicas; ao TSE, a Meta detalhou a origem de cada episódio.

Leia a íntegra da defesa da Meta (PDF – 366 kB).

A Meta lamentou o processo, que classificou como uma “narrativa política” baseada na “combinação de problemas técnicos sem relação entre si”.

A empresa detalhou a origem técnica de cada episódio citado pela campanha de Lula e apresentou defesa ao Tribunal Superior Eleitoral.

A Meta sustentou que cerca de 70% das intervenções e restrições aplicadas sobre as contas de Lula nas plataformas decorreram de decisões do próprio TSE. As demais ações envolveram restrições legais previstas na legislação eleitoral, como a proibição de uso de IA no período de silêncio eleitoral.

Na defesa entregue à Justiça Eleitoral, a empresa citou trecho do parecer recente do TSE que não encontrou evidências de manipulação deliberada nos algoritmos para favorecer ou prejudicar candidaturas.

A Meta também voltou a criticar o arcabouço regulatório de redes sociais no Brasil, afirmando que a ampliação da responsabilidade sobre conteúdos de terceiros em vigor desde 2025 aumenta o risco de “aplicação excessiva” e remoções indevidas.

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