Ir para o conteúdo
Brasil

Justiça de SP nega a advogado que viajou com Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro devolução de R$ 163

5 min de leitura
Justiça de SP nega a advogado que viajou com Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro devolução de R$ 163

O advogado acionou a 44ª Vara Cível de São Paulo para tentar reaver a quantia que diz ter perdido em apostas online na casa de apostas Blaze, alegando vício em jogos e falhas da plataforma.

Na sentença, afirma: "No caso concreto, o dissabor, a angústia e o abalo emocional decorrentes da perda de vultosos valores em jogos de azar eletrônicos constituem consequências diretas e imediatas do risco intrínseco e voluntariamente assumido pelo apostador ao contratar atividade aleatória de alta volatilidade.

O magistrado concedeu a ele, no entanto, o direito de não ser mais importunado por plataforma.

Os dados foram informados pela defesa do advogado em um processo aberto contra a casa de apostas Blaze, que patrocina o atacante do Santos, Neymar Jr, e que tinha contrato com a influenciadora, Virgínia Fonseca.

O processo foi protocolado em agosto deste ano e estava em sigilo até o começo da tarde desta terça-feira (29).

No pedido, a defesa disse que Tomaz foi diagnosticado com o transtorno mental caracterizado pela perda de controle sobre o impulso de jogar e apostar, a ludopatia - e pediu a restituição de todos os valores enviados à Blaze.

O autor é, portanto, pessoa diagnosticada com ludopatia por laudo de profissional de saúde mental habilitado", justificou a defesa.

Em uma das respostas ao processo, a casa de apostas discordou com a denominação de prejuízo das operações usado pela defesa de Tomaz, justificando que "não é dano.

O movimento líquido da conta não é dano. Ele é a diferença entre o que entrou e o que saiu de uma conta que funcionou, ao longo de dezoito meses, como conta corrente, com entradas e saídas sucessivas, muitas vezes no mesmo dia.

Somar depósitos e chamar o resultado de prejuízo equivale a somar apenas os débitos de um extrato bancário, ignorando os créditos", justificou a casa de apostas.

Com esse dinheiro, ele realizava sucessivas apostas até atingir a quantia bilionária movimentada.

Esse valor, segundo a defesa, pode ser maior. Os advogados argumentam que não conseguiram acessar os dados de jogos anteriores a 2025 e que já verificaram a existência de 55 páginas de depósitos nos registros anteriores a essa data.

000,00 restantes do saldo, o autor foi bloqueado pelo próprio sistema: 'Você fez muitas tentativas consecutivas. Por favor, tente novamente mais tarde.

O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente a uma empresa de Willer Tomaz. A informação está em troca de emails localizada pela Polícia Federal (PF).

Para a PF, o cadastro dava a Flávio "acesso operacional relevante" à conta bancária e "sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa.

A PF descobriu indícios de que eles dividiram a conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz, ao encontrar e-mails trocados entre uma secretária do advogado e uma funcionária do banco Santander.

Flávio e Willer Tomaz são amigos, mas negam ter negócios juntos.

A apuração começou no Rio Grande do Sul, onde a PF investigava supostos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Um dos alvos do inquérito no estado era a casa de apostas Blaze.

Com autorização judicial, o sigilo telemático de Willer Tomaz foi quebrado.

Essa investigação subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), para ser distribuída a um dos ministros da corte, porque o nome de Flávio Bolsonaro apareceu em e-mails obtidos com a quebra de sigilo.

Como senador, Flávio tem foro especial no STF.

Ao "Globo", Flávio Bolsonaro afirmou que "nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas.

Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa. O próprio e-mail apresentado comprova justamente que a vinculação era indevida, tanto que solicita a desvinculação.

Ou seja, o pedido só reforça que qualquer possibilidade de associação existente estava errada e precisava ser corrigida", disse o candidato.

Essas insinuações surgem em pleno período eleitoral e exigem responsabilidade. A divulgação de Fake News é crime eleitoral e os responsáveis deverão responder na forma da lei", completou.

O advogado Willer Tomaz, também em nota, afirmou que "repudia as inverdades reiteradas na reportagem.

Com o senador Flávio Bolsonaro mantém apenas amizade, sem nenhum vínculo financeiro ou societário. Os dois nunca dividiram conta bancária. O e-mail enviado ao Santander não demonstra o contrário.

Extrair desse documento uma "eventual participação econômica ou societária" é ilação", disse.

Converter conjecturas em denúncias, em plena campanha eleitoral, tem o evidente propósito de interferir no pleito. A exposição de dados sigilosos de seu celular e iCloud integra o vazamento criminoso já investigado pela Polícia Federal, e os autores responderão na Justiça", concluiu.

Willer Tomaz é investigado pela PF no âmbito da Operação Sem Desconto, que revelou descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

A fase da operação que teve Tomaz como um dos alvos investigava um esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o senador Weverton Rocha (PDT).

A PF descreveu Tomaz como uma espécie de estrutura de sustentação financeira e patrimonial a Weverton, envolvendo empresas, imóveis, aeronaves e outros operadores.

Tomaz chegou a ser preso em 2017, suspeito de tentar interferir nas investigações da Operação Greenfield, que apurou fraudes em fundos de pensão.

O que diz a defesa sobre a investigação da PF.

Em nota, a defesa de Willer Tomaz disse que "não há que se falar em lavagem de dinheiro". "Todas as movimentações ocorreram em sua própria conta bancária, de forma transparente e rastreável, sem qualquer ocultação ou dissimulação de origem ou destino de recursos.

No posicionamento divulgado à imprensa, a defesa contestou os valores revelados pela reportagem, ainda que tenham sido retirados do próprio processo em que Willer Tomaz pede o ressarcimento das apostas feitas na Blaze.

Em números

  • De SP nega a advogado que viajou com Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro devolução de R$ 163

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Brasil
Geral — imagem padrão
Geral

MPF defende prisão de PM por matar estudante de medicina

Diante da manifestação, cabe ao STJ analisar o recurso e decidir sobre a decretação da medida. O policial disparou contra o jovem de 22 anos de idade, que estava desarmado, com um tiro à queima-roupa, após uma discussão

Em Geral