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Política

Datafolha: 38% dizem que crise no STF prejudica Lula e 31% afirmam que prejudica Flávio Bolsonaro

A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF, intensificada nas últimas semanas pelo Caso Master. Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18) mostra que 38% dos eleitores consideram que a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a campanha de Lula (PT), enquanto 31% dizem que Flávio Bolsonaro (PL) é o mais afetado.

Datafolha: Desconfiança no STF sobe a 48% e bate recorde.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo. O Datafolha ouviu 2. 002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.

Crise no STF e embates entre ministros.

A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF, intensificada nas últimas semanas depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

Desde então, vieram a público outros documentos e mensagens — parte deles ainda sob sigilo — com citações a outros integrantes da Corte e a seus familiares.

Sadi: Vorcaro usa crise no STF para ganhar tempo.

Moraes e Gilmar Mendes criticam a condução de Mendonça no caso Master. Moraes o acusa de ter cometido irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações que envolvem autoridades com foro.

Gilmar afirma que a atuação do colega teve motivação político-eleitoral. Mendonça nega as acusações.

Na última terça-feira (15), terminou sem decisão a sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir o relatório da PF que atribui a Moraes mensagens trocadas com Vorcaro.

A sessão foi marcada por embates e trocas de acusações entre os integrantes do tribunal.

Flávio Dino pediu vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso — e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições.

Se ele não os devolver nesse período, o assunto fica automaticamente liberado para nova inclusão em pauta.

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