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Política

Se depender da minha vontade, vamos acabar com as bets no Brasil, diz Lula

'É a coisa mais horrorosa que eu já vi na vida', diz presidente sobre as casas de apostas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (18) em comício em Guarulhos (Grande SP) que, no que depender dele, as bets não vão mais atuar no Brasil.

Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets neste país", disse. "É a coisa mais horrorosa que eu já vi na vida ", disse o presidente, sobre as casas de apostas.

Eu não tinha noção. Eu conversei com uma menina que tentou se matar três vezes.

Lula citou uma série de times brasileiros que ganharam o Mundial de Clubes antes das bets chegarem ao país. "Então esse negócio de que se acabar com as bets vai acabar com o futebol é uma balela.

Nesta quinta-feira (17), clubes de futebol do Rio e de São Paulo e a principal associação das emissoras de rádio e televisão defenderam, em carta aberta, a atividade das bets autorizadas a funcionar no país e a veiculação de anúncios sobre apostas, desde que sejam de empresas com permissão do Ministério da Fazenda.

Em abril, o presidente já havia sinalizado estar preocupado com o endividamento da população brasileira e a intenção de fechar as plataformas de bets no Brasil.

Por que não proíbe as bets? Eu tava discutindo exatamente isso. Se as bets causam mal, por que a gente não acaba? Nós estamos tentando discutir isso", disse, na ocasião.

Se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente que depende do Congresso Nacional e uma discussão.

A fala do presidente vem um dia depois do anúncio do governo de que o Bolsa Família será reajustado em 15% e da fala de que canetas para emagrecimento deverão ser oferecidas gratuitamente pelo SUS.

O presidente, que falou por cerca de uma hora, saiu do palco sem comentar o aumento do benefício.

Desde a reformulação do programa social, em março de 2023, Lula ainda não havia feito nenhum reajuste nos valores dos Bolsa Família. Ministros do próprio governo e técnicos da área social inclusive diziam que isso não era necessário e descartavam a possibilidade, tendo como referência padrões internacionais para programas de transferência de renda.

A postura mudou com a melhora de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas. Em levantamento divulgado pelo Datafolha nesta quinta, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está empatado com Lula dentro da margem de erro.

Lula participou nesta sexta de ato eleitoral em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), do candidato do PT a governador de São Paulo, Fernando Haddad, e das candidatas da coligação governista ao Senado no estado, Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, e Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento.

O Datafolha mostra que Haddad deve ser derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem chance de ser reeleito logo no primeiro turno.

A pesquisa divulgada no último dia 11 mostrou que o aliado da família Bolsonaro tem 49% das intenções de voto, enquanto Haddad marca 29%.

Já a corrida para o Senado não tem favorito claro. Marina e Tebet marcam 13% cada uma e estão empatadas dentro da margem de erro com os bolsonaristas André do Prado (PL), deputado estadual e presidente da Alesp (11%), e Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio (10%).

A cidade de Guarulhos, a segunda mais populosa da região metropolitana, é governada por Lucas Sanches (PL), aliado de Flávio e André do Prado. Em 2022, Lula foi derrotado por Jair Bolsonaro (PL) no município, que obteve 53% dos votos contra 46% do petista.

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