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Economia

Preço do diesel no Brasil encerra semana no maior valor desde maio, diz ANP

Alta coincide com início do plantio de soja, um dos períodos de maior demanda pelo combustível no país

2 min de leitura
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O avanço de preços do combustível mais consumido do Brasil ocorre após uma disparada das cotações do petróleo e seus derivados no mercado internacional ao longo deste mês.

A alta ocorre no momento em que começa o plantio de soja no país, considerado um dos períodos de maior demanda por diesel.

Desdobramentos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia também impactaram o mercado.

A escalada de valores no mercado internacional também ampliou para níveis recordes a defasagem em relação aos valores praticados pela Petrobras no Brasil. Diante disso, importadores no país começaram a adiar decisões de compra, aumentando preocupações com restrições localizadas de oferta e distorções regionais no mercado brasileiro, disseram executivos do setor de distribuição e importação à Reuters.

O governo brasileiro tem adotado medidas para amortizar os impactos da alta do mercado brasileiro, com programas de subvenção ao diesel. Entretanto, 30% do combustível consumido no Brasil é importado e nem todos os agentes têm participado das iniciativas do governo.

A Fecombustíveis, sindicato que representa cerca de 40 mil postos no Brasil, afirmou em nota nesta sexta que acompanha com preocupação os efeitos da instabilidade do mercado internacional de petróleo sobre os preços e o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Também alertou que eventuais aumentos ao consumidor não podem ser analisados exclusivamente a partir do preço exibido nas bombas.

Qualquer avaliação sobre a evolução dos preços deve considerar todo o percurso do combustível: produção, importação, refino, distribuição, logística, tributação e mistura obrigatória de biocombustíveis, até sua chegada ao posto", afirmou a Fecombustíveis.

A federação reforçou ainda a necessidade de que autoridades, órgãos de defesa do consumidor e a sociedade analisem a formação dos preços de maneira ampla e técnica, evitando atribuir à revenda variações de custos que muitas vezes têm origem muito antes da chegada do combustível aos postos.

Em números

  • A Fecombustíveis, sindicato que representa cerca de 40 mil postos no Brasil, afirmou em nota nesta sexta que

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