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Houthis bombardeiam área do palácio presidencial no Iêmen; governo diz que há mortos, mas premiê está seguro

Ataque do grupo terrorista iemenita é uma escalada na guerra travada contra forças governamentais do Iêmen, que são apoiadas pela Arábia Saudita.

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O grupo terrorista Houthi bombardeou o complexo do palácio presidencial do Iêmen em Áden, no sul do país. O governo iemenita afirmou que o ataque matou dois seguranças, mas que primeiro-ministro está seguro.

Os Houthis utilizaram mísseis e drones no ataque, que atingiu um local próximo ao palácio presidencial e matou dois seguranças, afirmaram duas fontes do governo iemenita à agência de notícias Reuters.

O primeiro-ministro do Iêmen e integrantes do gabinete que estavam no complexo do palácio presidencial de Maashiq não ficaram feridos, afirmou o ministro da Informação, Moammar al-Eryani.

O ministro disse ainda que os Houthis dispararam cinco mísseis contra o local. Testemunhas afirmaram à agência Associated Press (AP) que ouviram ao menos seis explosões de grande magnitude.

Segundo a AP, duas das explosões ocorreram perto do topo da colina onde fica o Palácio Al-Mashiq, e o restante ocorreu perto do portão do complexo presidencial.

A agência de notícias Saba, controlada pelos Houthis, citou um militar que alegou que o grupo tinha como alvos um quartel-general de operações militares comandado por oficiais sauditas no complexo, além de depósitos de armas.

Um porta-voz militar dos Houthis, que são financiados pelo Irã, alegou que o ataque desta quinta foi contra o que descreveu como um quartel-general de operações militares sauditas em Áden, e que a investida integrava a política declarada do grupo de “atacar concentrações militares sauditas onde quer que estejam”.

O ataque desta quinta ocorre na esteira de uma guerra de duas frentes travada pelos Houthis contra a Arábia Saudita e contra as forças do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen —que são aliados dos sauditas.

Esse conflito voltou a aquecer recentemente por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã, e vem se expandindo ao longo das últimas semanas.

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