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Mato Grosso do Sul

Stabile desiste de disputar presidência do Corinthians; eleição terá cinco candidatos

Em carta, presidente diz que vai priorizar as contas e a negociação com a Caixa; pela contagem mais rígida do estatuto, ele completaria 18 meses no cargo dois d

4 min de leitura
Stabile desiste de disputar presidência do Corinthians; eleição terá cinco candidatos

São eles, em ordem alfabética: André Castro, Ilmar Schiavenato, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e Sergio Janikian. Quem vencer governa o Corinthians no triênio de 2027 a 2029.

  • Osmar Stabile não concorrerá à reeleição no Corinthians, oficializando sua saída em carta aberta.
  • Cinco nomes disputam a presidência do clube para o triênio de 2027 a 2029.
  • Stabile alegou que a candidatura poderia abalar a estabilidade política e desviar o foco das finanças.
  • A desistência ocorre em meio a questionamentos sobre contratos e denúncias de apropriação indébita.
  • O Ministério Público investiga a contratação de duas empresas, somando R$ 1,4 milhão sob suspeita.
  • O time de futebol enfrenta uma crise, com oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.

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O mandato de Stabile termina em dezembro de 2026.

Na carta, ele disse que uma candidatura poderia abalar a estabilidade política do clube e dividir sua atenção com as finanças. Afirmou que vai dedicar os últimos meses à reorganização das contas, em especial à negociação com a Caixa Econômica Federal, credora da dívida pelo financiamento da Neo Química Arena.

Dois dias separavam Stabile do limite do estatuto.

A candidatura esbarrava numa conta de calendário. O estatuto proíbe a reeleição consecutiva, mas abre exceção para quem foi eleito para cobrir uma vacância, ou seja, um cargo que ficou sem titular, desde que tenha ficado menos de 18 meses na função.

Stabile, vice de Augusto Melo, assumiu interinamente na segunda-feira, 26 de maio de 2025, quando Melo foi afastado de forma cautelar. Os sócios confirmaram o impeachment de Melo no sábado, 9 de agosto daquele ano.

Na segunda-feira, 25 de agosto, o Conselho Deliberativo elegeu Stabile para terminar o mandato.

A dúvida era de onde contar. Pela posse interina, ele completaria 18 meses no cargo na quinta-feira, 26 de novembro de 2026, dois dias antes da votação. Pela eleição no Conselho, chegaria ao dia 28 com 15 meses de mandato, abaixo do limite, segundo a conta da redação.

O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, chegou a recomendar que Stabile renunciasse para não atingir os 18 meses.

Duas contratações da gestão somam R$ 1,4 milhão sob suspeita.

A desistência vem no meio de questionamentos sobre contratos do clube. Na esfera criminal, o Ministério Público de São Paulo denunciou Stabile por apropriação indébita, crime de usar como próprio um dinheiro que pertence a outro, pela contratação da Bear Security, que fazia a segurança particular do dirigente.

Stabile sustenta que o serviço se justifica pela natureza do cargo.

Os dois casos motivaram um pedido de impeachment de Stabile apresentado por conselheiros e associados em junho.

Esse contrato foi assinado na gestão de Duílio Monteiro Alves e rescindido pela atual diretoria em 2026.

Na área cível, um inquérito do Ministério Público pode terminar em pedido de intervenção judicial, quando a Justiça põe um administrador no lugar da diretoria eleita.

É essa a medida que torcedores pediram em protesto no Parque São Jorge na segunda-feira (12).

Time chega à eleição com oito derrotas seguidas.

Em campo, o cenário não ajuda. O Corinthians caiu na Copa Libertadores e na Copa do Brasil e soma oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. O próximo jogo é contra o Vitória, na segunda-feira (19), em casa, o primeiro com o técnico Clarence Seedorf.

Na carta, Stabile prometeu trabalhar até o último dia para recuperar a credibilidade do clube, organizar as contas e melhorar os processos administrativos. E deixou um pedido ao sucessor.

26 de maio de 2025 (segunda-feira): Stabile assume interinamente, com o afastamento cautelar de Augusto Melo.

9 de agosto de 2025 (sábado): sócios confirmam o impeachment de Melo.

26 de novembro de 2026 (quinta-feira): Stabile completaria 18 meses no cargo, contando da posse interina.

28 de novembro de 2026 (sábado): votação. Contando da eleição pelo Conselho, seriam 15 meses no cargo. Cálculo da redação.

Inquérito civil: pode levar a um pedido de intervenção judicial no clube.

Vacância: quando o cargo fica sem titular, por renúncia, afastamento ou impeachment.

Apropriação indébita: crime de usar como próprio um bem ou dinheiro que pertence a outra pessoa ou entidade.

Denúncia: acusação formal do Ministério Público à Justiça. Se aceita, o denunciado vira réu.

Intervenção judicial: a Justiça nomeia um administrador para comandar a entidade no lugar da diretoria eleita.

Os citados são considerados inocentes até o trânsito em julgado de eventual condenação. A versão de Stabile é a que consta do material recebido pela redação; ninguém foi procurado para esta matéria.

Candidatos e datas segundo o material recebido pela redação. Valor da denúncia sobre a Bear Security conforme reportagem de A Crítica de 15 de setembro. Contagem dos meses feita pela redação.

Em números

  • Duas contratações da gestão somam R$ 1,4 milhão sob suspeita

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