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Mato Grosso do Sul

Cardiologista preso suspeito de matar a esposa passa por procedimento médico e pode faltar à audiência

Médico de 78 anos foi preso como suspeito do feminicídio de Fabiola Marcotti. Defesa negou envolvimento do médico, mas não deu retorno sobre o estado de saúde d

3 min de leitura
Cardiologista preso suspeito de matar a esposa passa por procedimento médico e pode faltar à audiência

O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, deixou o presídio para receber atendimento médico às vésperas da primeira audiência de instrução do processo em que é suspeito de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos.

  • Família diz que busca justiça por Fabíola após laudo afastar hipótese de suicídio.
  • Polícia descarta suicídio e conclui que cardiologista foi autor de feminicídio.
  • Cardiologista é preso após polícia encontrar armas sem documentação em casa onde esposa foi encontrada morta.

João Jazbik Neto volta à prisão por feminicídio da esposa.

Ele foi preso pela terceira vez em setembro.

🔎 A audiência de instrução e julgamento é a fase do processo em que são produzidas as provas. Nessa etapa, o juiz ouve as partes, as testemunhas e os peritos. Ao final, poderá dar a sentença na própria audiência ou em até 30 dias.

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou que houve atendimento médico, mas não informou qual procedimento o cardiologista seria submetido.

O g1 entrou em contato com o advogado do cardiologista, José Trad, para saber o estado de saúde do médico e se ele poderá comparecer à audiência, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A audiência está marcada para esta sexta-feira (14), em Campo Grande.

Fabiola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de maio, na chácara onde morava com o marido, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande. João acionou a polícia e afirmou que a esposa havia tirado a própria vida.

Após três meses de investigação, a Polícia Civil descartou a hipótese de suicídio e concluiu que Fabiola foi vítima de feminicídio. João foi apontado pela polícia como autor do crime.

À época, a defesa negou o envolvimento do médico na morte da fisioterapeuta e contestou a conclusão da investigação.

A investigação levou em conta laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML), além de depoimentos de testemunhas e dados extraídos de celulares apreendidos.

Segundo a polícia, as provas indicaram que Fabiola foi vítima de violência doméstica e familiar.

João foi preso preventivamente em agosto, após a conclusão das perícias. A prisão foi determinada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

O médico ficou preso por seis dias e foi solto em 20 de agosto, após a defesa apresentar um pedido de habeas corpus. Duas semanas depois, João foi preso novamente.

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