Atual campeão da Libertadores, o Flamengo desperdiçou uma grande chance de voltar à final do torneio nesta temporada e acabou eliminado pelo Estudiantes nesta quinta-feira (22).
Em confronto válido pela semifinal, o time da Gávea não conseguiu aproveitar o fato de jogar com um a mais durante quase todo segundo tempo e, após um novo empate sem gols, foi superado nos pênaltis, por 3 a 2.
Agora, a equipe argentina vai encarar o Palmeiras na final desta edição, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai, no estádio Centenário.
O time paulista também foi finalista em 2025, quando foi superado pelo clube carioca por 1 a 0, e agora vai ter a chance de buscar o quarto troféu do torneio. Na semifinal, o elenco comandado por Abel Ferreira eliminou o Fluminense, também em disputa de pênaltis.
Agora, o confronto decisivo representará um tira-teima entre Brasil e Argentina, que disputam o posto de maior vencedor da história do principal torneio de clubes da América do Sul.
Com 25 títulos para cada país, a final deste ano vai isolar um dos dois vizinhos sul-americanos como maior vencedor do torneio.
O país vizinho liderava o ranking desde 1967, ano em que o Racing foi campeão e os argentinos chegaram a três troféus. Na época, o Brasil só tinha os dois títulos do Santos de Pelé (1962 e 1963).
Em 1986, os argentinos atingiram o ápice da vantagem sobre os brasileiros, à época, com 15 taças contra cinco dos vizinhos sul-americanos.
O Brasil só começou a descontar essa diferença de forma consistente na virada do século, quando passou a chegar à decisão com mais frequência e, na década atual, praticamente dominar as finais.
O último clube de fora do Brasil a vencer a competição foi o River Plate, em 2018, quando derrotou seu arquirrival Boca Juniors na decisão.
Depois disso, quatro clubes brasileiros venceram as sete edições seguintes. O Flamengo conquistou três títulos (2019, 2022 e 2025), seguido do Palmeiras (2020 e 2021), com dois.
Fluminense (2023) e Botafogo (2024) completaram a lista de campeões nos últimos anos.
São Paulo (2005), Internacional (2006 e 2010), Santos (2011), Corinthians (2012), Atlético-MG (2013) e Grêmio (2017) completam a lista de equipes brasileiras que venceram o torneio continental neste século.
Ao derrotar o Palmeiras na decisão do ano passado, o Flamengo se isolou como o maior vencedor do país, com quatro troféus. Na final deste ano, porém, o time rubro-negro foi eliminado pelo Estudiantes e não poderá ampliar sua galeria de títulos.
O time argentino, por sua vez, terá a chance de buscar a quinta taça de sua história. A última foi conquistada em 2009, sobre o Cruzeiro.
O Palmeiras, por sua vez, terá a chance de conquistar seu quarto título e se igualar ao rival carioca. A equipe alviverde soma três conquistas, assim como Grêmio, São Paulo e Santos.
O Independiente, da Argentina, é o maior vencedor do torneio, com sete títulos, seguido pelo Boca Juniors, com seis.
Depois do empate sem gols na Argentina, Flamengo e Estudiantes voltaram a fazer um jogo travado no Maracanã. Os visitantes tiveram as duas melhores chances da etapa inicial, com Rojo e Rodríguez, que exigiram duas importantes defesas de Rossi.
O Flamengo teve mais posse de bola, mas sofreu com a marcação alta e agressiva do time argentino. Mesmo assim, também teve duas boas chances no primeiro tempo, em finalizações de Royal e Pedro.
Logo no começo da segunda etapa, aos quatro minutos, o Flamengo passou a jogar com um a mais após a expulsão de Rodríguez. Já advertido com cartão amarelo, o jogador puxou a camisa de um adversário perto da área e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso.
Mesmo com um jogador a mais, o time carioca não buscar o gol da classificação. Com Pedro, Carrascal e Lino no trio de ataque, a equipe teve muita dificuldade para passar pela defesa argentina.
A melhor chance foi somente aos 36 minutos, em finalização de cabeça de Plata após passe de Paquetá.
Ao todo, o time da Gávea teve apenas três finalizações certas durante toda a partida, e um total de 11 chutes. A formação argentina também acertou o alvo três vezes, com cinco finalizações, refletindo o fraco desempenho dos dois ataques.
Em desvantagem, o Estudiantes passou a segurar o jogo, à espera dos pênaltis, quando Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique desperdiçaram suas cobranças, defendidas pelo veterano goleiro Muslera, 40, e levaram a equipe carioca à derrota.
Do lado argentino, apenas Cetré errou. Primeiro, ele escorregou, tocou com os dois pés na bola e marcou. A cobrança teve que ser repetida, e o atacante do Estudiantes isolou, na única chance desperdiçada pela equipe argentina na disputa.
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