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Morre Wilson Baruki, obstetra que dedicou 66 anos à medicina em Corumbá

2 min de leitura
Morre Wilson Baruki, obstetra que dedicou 66 anos à medicina em Corumbá
Anderson Gallo / Diário Corumbaense (arquivo)

Morreu na madrugada desta quinta-feira (22/10/2026), aos 91 anos, o médico ginecologista e obstetra Wilson Baruki, uma das referências da medicina em Corumbá. A morte foi confirmada às 4h30. Ele estava internado desde terça (20), quando sofreu um AVC.

Médico Wilson Baruki, ginecologista e obstetra de Corumbá
Wilson Baruki (1935–2026), referência da obstetrícia em Corumbá. Foto: Anderson Gallo / Diário Corumbaense (arquivo)

O que está confirmado

  • Falecimento: 22/10/2026, às 4h30
  • Idade: 91 anos
  • Quadro: AVC em 20/10; cardiopata, com complicações renais no CTI (Diário Corumbaense / Midiamax)
  • Hospitais: Santa Casa → Hospital Cassems (Corumbá)
  • Luto oficial: Prefeitura decretou três dias; bandeiras a meio-mastro nas repartições do Executivo

Velório e sepultamento

O velório será na Capela Cristo Rei, em Corumbá. Até a manhã desta quinta, o horário ainda não havia sido confirmado publicamente. O sepultamento está previsto para sexta-feira (23/10), após a chegada de familiares que vivem em outras cidades — conforme Midiamax, com informações do Diário Corumbaense.

Trajetória

Chegou a Corumbá em 2 de fevereiro de 1961. Formado em 1959 pela antiga Faculdade Nacional de Medicina (UFRJ), especializou-se em ginecologia, obstetrícia e prevenção do câncer ginecológico. Nos primeiros anos, quando a cidade ainda não tinha obstetra de plantão e muitos partos eram feitos por parteiras, ajudou a formar essas profissionais e a organizar os plantões da maternidade.

Foram 66 anos de medicina — Santa Casa, consultório, 33 anos como professor de Fisiologia na UFMS, presidência da Associação Médica de Corumbá e passagem pela Secretaria Municipal de Saúde. Em 14 de setembro de 2026, a Santa Casa deu seu nome ao Centro Obstétrico.

Ao completar 90 anos, em 2025, disse ao Diário Corumbaense: “Eu aposentei nos papéis, mas no trabalho, não”. Já não fazia partos nem cirurgias, mas seguia na maternidade e no consultório. Casado com Dinorah Wiechert Serra Baruki (falecida em 2019), deixou seis filhos e netos — entre eles o ortopedista Guilherme de Barros Baruki.

Corumbá perde o médico que acompanhou o nascimento de gerações. O Centro Obstétrico que leva seu nome e as famílias que ele ajudou a formar são o legado que permanece.

Por Amin Feres, redator da ULTRA NOTÍCIAS. Atualização com base em Midiamax, Diário Corumbaense, Grupo Pantanal e Prefeitura de Corumbá (luto oficial).

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