A campanha eleitoral chega à reta final afunilada, com empate numérico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, deixando eleitores com emoção à flor da pele num resultado em que a única certeza é que será apertado.
A apuração dos votos no Brasil terá clima de apreensão, como uma final de Copa do Mundo em que os dois times têm chances iguais de vitória e torcedores apaixonados, mas apresentam projetos de país diferentes.
Apoiadores de Lula, que passaram as últimas semanas apreensivos, mostram-se um pouco mais esperançosos e tentam explorar temas que repercutem desde o primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Flávio, que não consentiu no início, percebeu depois o peso do desafio, fez várias ponderações e prometeu encaminhar os dados.
A campanha do PL tem se mostrado um tanto perdida desde as críticas que o candidato recebeu no debate da Band, a ponto de o empresário Fábio Marçal, que até há alguns dias era parte importante da campanha de Flávio, sugerir a influenciadores ligados à direita que não critiquem Lula.
Para o cientista político Cláudio Couto (FGV-SP), muita coisa está em jogo, inclusive pela composição do Congresso Nacional.
Um conjunto de fatores acendeu o sinal amarelo na campanha de Flávio Bolsonaro às vésperas do segundo turno.
Até uma sala secreta para armazenar dinheiro, atribuída a Willer, foi descoberta no aeroporto de Brasília. Ele e Flávio são alvo de inquérito por lavagem de dinheiro.
Outro destaque foi o engajamento de eleitores de Lula após o primeiro turno com atuações orquestradas nas redes sociais. Em transmissão ao vivo na internet, com participação de artistas, Lula pediu gás na reta final.
Já para recalcular a rota da campanha, Flávio cancelou uma transmissão ao vivo que também faria nessa quinta-feira. Um dia antes, em vídeo ao lado do cantor Gustavo Lima, o candidato prometeu manter programas sociais.
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