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Empreendedorismo

Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: novas regras e quem tem direito

5 min de leitura
Perdão de dívidas, aumento do teto e mais funcionários no MEI: novas regras e quem tem direito

Senado aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes.

  • A proposta, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores com débitos junto à União, eliminando dívidas que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões.
  • Perdão de dívidas de MEIs contraídas até 13 de outubro de 2026.
  • Aumento do limite anual de faturamento para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
  • Possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas atividades.
  • 💵 O recurso será não reembolsável, ou seja, não precisará ser devolvido pelo beneficiário.
  • Por que o governo decidiu perdoar essas dívidas.
  • Como vai funcionar o aumento do limite de faturamento.
  • Quando as novas regras começam a valer.
  • O MEI deverá manter em dia o pagamento das contribuições com vencimento nos seis meses seguintes à entrada em vigor da nova lei.
  • Desistir de eventuais ações judiciais que discutam os débitos contemplados pela anistia.
  • Cumprir as demais regras previstas na legislação para se enquadrar no benefício.
  • 💰 O texto estabelece que esses trabalhadores deverão receber exclusivamente um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional.
  • Depois da sanção e da publicação da nova lei, as regras relacionadas ao perdão das dívidas poderão entrar em vigor.

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) o Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), aumenta a possibilidade de contratação de funcionários e perdoa dívidas de microempreendedores inadimplentes.

Entre as principais mudanças aprovadas pelo Congresso estão.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (14), por 461 votos favoráveis e quatro contrários. Já no Senado, recebeu 78 votos favoráveis e nenhum voto contrário nesta quinta-feira.

Como os senadores mantiveram a versão aprovada pelos deputados, a proposta seguirá diretamente para sanção presidencial.

Segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o conjunto das medidas pode alcançar cerca de 17,6 milhões de microempreendedores individuais em todo o país.

A medida, porém, ainda não faz parte do projeto aprovado e deverá ser enviada posteriormente aos parlamentares.

Entre todas as mudanças aprovadas pelo Congresso, a que deve atingir mais rapidamente os microempreendedores é a anistia das dívidas com a União.

Pelas regras aprovadas, serão perdoados os débitos contraídos até 13 de outubro de 2026. O benefício inclui não apenas o valor principal da dívida, mas também juros, multas e demais encargos.

O texto aprovado passou a contemplar também dívidas que ainda estão em fase de cobrança administrativa e não foram formalmente inscritas.

O projeto, no entanto, estabelece algumas condições para que o empreendedor mantenha o benefício.

Caso deixe de cumprir essas exigências, o perdão poderá ser cancelado.

O texto também prevê que não haverá cobrança de honorários advocatícios em razão da extinção das ações judiciais relacionadas aos débitos anistiados.

Já os valores pagos anteriormente não serão devolvidos.

Segundo o governo federal, uma parcela significativa desses débitos possui baixa perspectiva de recuperação.

A avaliação é que o endividamento dos microempreendedores aumentou nos últimos anos, especialmente após a pandemia, dificultando a regularização de milhões de pequenos negócios.

Ao anunciar o pacote, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, afirmou que a medida busca permitir que esses trabalhadores voltem a atuar de forma regular, ampliando as possibilidades de acesso a crédito e novas oportunidades de negócio.

Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos [...] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vencer esse mal terrível", declarou.

O teto atual está em vigor desde 2018 e é considerado defasado por representantes do setor, que argumentam que muitos empreendedores acabam limitando as próprias vendas para não ultrapassar o valor permitido.

A mudança permitirá que pequenos negócios cresçam sem precisar migrar tão rapidamente para outra categoria empresarial, que costuma ter mais obrigações tributárias e burocráticas.

Durante a tramitação da proposta, o relator na Câmara, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), afirmou que muitos profissionais acabam recusando oportunidades para evitar desenquadramento.

Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI.

O projeto também prevê ajustes que podem permitir que empresas atualmente enquadradas no Simples Nacional voltem à condição de MEI, desde que atendam às exigências previstas na legislação.

Atualmente, o MEI pode contratar apenas um empregado. Com a nova regra, algumas atividades poderão ter até dois funcionários registrados.

Ela ficou restrita às atividades de indústria, comércio e prestação de serviços no meio rural. Para os demais casos, continua valendo a regra atual, que limita a contratação a apenas um empregado.

Segundo o governo, a medida pretende facilitar a expansão dos pequenos negócios e incentivar a geração de empregos formais.

Quando as novas regras começam a valer.

Já o aumento do limite de faturamento ocorrerá de forma escalonada.

Segundo estimativas do governo federal, o aumento do limite de faturamento do MEI terá impacto fiscal de.

De acordo com o Ministério da Fazenda, esse valor deverá ser dividido da seguinte forma.

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