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Eleições 2026

Bauruenses no exterior fazem questão de votar no 2º turno das eleições: 'Não arredo o pé por nada'

Em entrevista ao g1, estudante que vive na Argentina e professora que mora na Suécia contam os desafios de participar das eleições longe do Brasil e explicam po

4 min de leitura
Bauruenses no exterior fazem questão de votar no 2º turno das eleições: 'Não arredo o pé por nada'

Mesmo a milhares de quilômetros de casa, eleitores de Bauru (SP) fazem questão de participar do segundo turno das Eleições 2026, neste domingo (25). Para eles, a distância não diminui a importância do voto nem o sentimento de pertencimento ao Brasil.

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2º turno: veja como funciona preparação das urnas para exterior.

O g1 conversou com o jornalista e estudante de medicina Adham Marin, de 31 anos, que mora em Buenos Aires, na Argentina, e com a professora Sabrina Mårtensson, que vive em Estocolmo, na Suécia.

Os dois contaram como é exercer a cidadania longe do país e por que consideram importante participar das decisões sobre o futuro do Brasil.

Eleitores de Bauru (SP), o jornalista Adham Marin, residente na Argentina, e a professora Sabrina Mårtensson, moradora da Suécia, votam no 2º turno das Eleições 2026.

Adham se mudou para a Argentina em 2022 para cursar medicina e transferiu o título de eleitor logo após chegar ao país. Segundo ele, a importância de participar das eleições é um ensinamento que vem de família.

Apesar da distância, o estudante mantém laços com o interior paulista, onde vivem familiares e amigos, e acompanha diariamente as notícias e os acontecimentos políticos do Brasil.

No primeiro turno, Adham enfrentou chuva e longas filas para conseguir votar em Buenos Aires. Para este domingo, ele espera encontrar uma situação semelhante, mas garante que as dificuldades não vão impedi-lo de participar da eleição.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 900 mil brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar nas Eleições 2026, distribuídos por 134 países.

Para a professora Sabrina Mårtensson, que se mudou de Bauru para Estocolmo, na Suécia, há oito anos em busca de oportunidades profissionais, a transferência do título feita em 2025 permitiu que ela votasse no exterior pela primeira vez em 2026.

Após transferir o título de eleitor em 2025, ela pôde votar no exterior pela primeira vez neste ano. Mesmo vivendo longe do Brasil, Sabrina afirma que mantém uma ligação forte com o país e considera o voto uma forma de continuar participando de seu futuro.

Para o segundo turno, a professora espera que a votação seja marcada pelo respeito às diferentes opiniões e pela participação consciente dos eleitores.

Os brasileiros que residem no exterior e têm domicílio eleitoral transferido para outro país votam exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

As regras de obrigatoriedade são as mesmas aplicadas no Brasil: o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas maiores de 18 anos e menores de 70 anos, e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos.

Quem não comparecer às urnas deverá justificar a ausência à Justiça Eleitoral.

A orientação é que os brasileiros que vivem fora do país solicitem a transferência do domicílio eleitoral dentro dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Já aqueles que estão apenas de passagem pelo exterior, seja a trabalho ou a passeio, não podem votar nas seções eleitorais do país visitado. Nesses casos, é necessário justificar a ausência.

A votação no exterior ocorre em embaixadas, consulados ou outros locais previamente definidos pela Justiça Eleitoral. Os eleitores podem consultar o endereço da seção eleitoral pelo aplicativo e-Título ou pelos canais oficiais do TSE.

O horário de votação segue o fuso horário local de cada país.

VÍDEOS: assista às reportagens da região.

Em números

  • Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 900 mil brasileiros que vivem no exterior estão aptos a v

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