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Economia

Uma década de dados em cada análise: como a Valora usa IA no crédito

Assim, a equipe ganha contexto para acompanhar o risco das operações.

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Na Valora Investimentos, a análise de um desvio de inadimplência pode recorrer a uma década de dados. O uso de IA no crédito permite examinar séries históricas mais extensas e identificar quando o comportamento de um fundo se afasta de seu padrão.

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Assim, a equipe ganha contexto para acompanhar o risco das operações.

Os fundos de investimento em direitos creditórios, os FIDCs, fazem parte dessa trajetória. Os primeiros investimentos da casa nesses veículos datam de 2008 e 2009, quando ainda havia poucos produtos disponíveis.

Desde então, a Valora acompanhou a diversificação do mercado e acumulou informações sobre o desempenho dos fundos.

A terceira edição da premiação será realizada em 28 de janeiro de 2027, no Teatro B32, na Faria Lima, em São Paulo (SP). Confira os detalhes da próxima cerimônia.

Quatro ou cinco anos de acompanhamento.

A relação com um investimento de crédito estruturado pode durar vários anos. Por isso, concluir a estruturação é apenas uma etapa do trabalho. Depois, a gestora precisa acompanhar a operação, os pagamentos e as condições que sustentaram a decisão de investir.

O uso dos FIDCs também atravessa diferentes atividades. Na entrevista, Pegorini descreve a expansão dos veículos para segmentos como cartões, crédito à pessoa física, consignado e agronegócio.

A escolha do instrumento, segundo ele, parte das características da operação e da área de negócio que a origina.

Para desenvolver ferramentas adequadas a cada mercado, a Valora distribuiu os profissionais de dados entre suas cinco áreas: renda fixa, renda fixa estruturada, imobiliário, agro e infraestrutura.

Cada uma tem duas ou três pessoas dedicadas à ciência de dados e à programação.

A estrutura segue uma escolha anterior da gestora, que mantém equipes operacionais próprias em cada área. Embora possa custar mais que uma operação centralizada, o modelo permite que cada negócio estabeleça suas prioridades.

Assim, as ferramentas de IA no crédito são desenvolvidas perto de quem acompanha os investimentos.

Ao mesmo tempo, compliance, risco e ESG supervisionam o uso da tecnologia de forma centralizada. O trabalho inclui verificar a adequação das ferramentas e os cuidados com dados pessoais.

Os desenvolvimentos vão da coleta de informações em diferentes fontes à criação de painéis e relatórios.

Na avaliação de Pegorini, os gastos devem ser comparados ao custo de obter aquelas informações de outra forma. A gestora incentiva a experimentação e considera que a tecnologia permite operar com uma equipe menor do que seria necessária sem ela.

Segundo o executivo, a adoção não levou a demissões.

A tecnologia também reduziu de dois dias para 15 minutos a produção das lâminas dos fundos. Em outra aplicação, Pegorini recorreu ao Claude para sugerir o nome Safeguard a um fundo em preparação.

Entre as oportunidades de crescimento, Pegorini destaca agro e infraestrutura, embora ainda não sejam as maiores áreas da Valora. Ele vê espaço para o mercado de capitais ampliar o financiamento de atividades que dependiam mais dos bancos oficiais, com instrumentos adequados a prazos longos.

No agronegócio, a gestora começou financiando distribuidoras e cooperativas e ampliou a atuação com produtores rurais. As estruturas incluem garantias reais, como terras, mas também recebíveis e fluxos de pagamento.

Dessa maneira, combinam patrimônio em garantia com recursos para realizar a operação ao longo do tempo.

A escolha das garantias e do veículo faz parte da estruturação. O acompanhamento segue pelos anos seguintes, quando os dados de desempenho passam a alimentar a análise da gestora.

IA no crédito: o histórico como referência.

A inadimplência é um dos indicadores observados. Ao analisar o histórico de um fundo, o agente identifica movimentos fora do padrão e os aponta à equipe. Dessa forma, a avaliação do dado mais recente ganha a referência do comportamento daquele veículo ao longo do tempo.

Além da análise das séries históricas, os agentes buscam dados de compliance sobre as empresas investidas. A IA no crédito, portanto, apoia diferentes frentes do acompanhamento, do comportamento dos fundos às informações sobre quem recebe os recursos.

Na renda fixa, a Valora aplica uma lógica semelhante às debêntures. O agente examina o comportamento de um título nos últimos 180 dias e sinaliza movimentos fora dos parâmetros definidos pelos gestores.

Em seguida, esses alertas entram na reunião semanal de gestão, na qual a equipe analisa os casos.

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