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Justiça manda União garantir transporte a eleitores indígenas

Justiça Federal determina que a União garanta transporte, alimentação e intérpretes a eleitores indígenas no segundo turno, neste domingo (25).

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A Justiça Federal determinou que União garanta transporte, alimentação e intérpretes para eleitores indígenas no segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).

A Justiça do Pará acolheu nesta quinta-feira (22) o pedido do Ministério Público Federal. O governo deve disponibilizar e custear transporte fluvial, terrestre ou aéreo, além de alimentação, para eleitores de terras indígenas, zonas rurais e áreas urbanas.

A determinação, válida para todo o país, é de apoio logístico e recursos emergenciais aos municípios para a contratação de veículos, combustível e embarcações. Também está autorizado o ressarcimento de custos pagos pelas próprias comunidades indígenas.

As seções eleitorais devem ter intérpretes e sinalização nas línguas maternas, conforme diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral e do Conselho Nacional de Justiça.

O Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram intimados a fiscalizar o cumprimento da ordem, que é uma resposta aos problemas operacionais no primeiro turno.

Por exemplo, no dia 4 de outubro, na Terra Indígena Apyterewa, o acesso é exclusivamente fluvial e exige dez horas de barco até Altamira. Já as sete aldeias da Terra Indígena Kuruaya ficam a mais de 500 km do local de votação.

Nessas duas reservas no estado do Pará, as lideranças já haviam solicitado urnas eletrônicas desde 2024.

Segundo o Ministério Público, enquanto a abstenção média no primeiro turno foi de 21%, ela chegou a 36% em alguns territórios indígenas. De 2024 para cá, o eleitorado indígena no país aumentou de 155 mil para 287 mil eleitores, uma alta de 84%.

A decisão da Justiça Federal é baseada em entendimento do Supremo Tribunal Federal (ADPF 1013), de que a falta de transporte exclui os eleitores de baixa renda ou moradores de locais isolados.

Em números

  • Já as sete aldeias da Terra Indígena Kuruaya ficam a mais de 500 km do local de votação
  • De 2024 para cá, o eleitorado indígena no país aumentou de 155 mil para 287 mil eleitores, uma alta de 84%

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