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'Eu sonhei, acreditei e aconteceu': ex-porteira vira professora na mesma escola em Vitória

Com graduação concluída em 2019, educadora aprovada em processo seletivo da rede municipal optou por atuar na mesma unidade onde controlava o acesso de alunos.

2 min de leitura
'Eu sonhei, acreditei e aconteceu': ex-porteira vira professora na mesma escola em Vitória

Capixaba realiza sonho de ser professora em escola onde trabalhava como porteira.

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Quem passava pelo portão da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (EMEFTI) Paulo Freire, em Inhaguetá, em Vitória, já estava acostumado com o acolhimento de Sayonara dos Santos.

Em 2024, era ela quem recebia os alunos e garantia a segurança de todos na portaria. Dois anos depois, ela voltou à mesma escola, mas em outra função: a de professora.

No Dia do Professor, nesta quinta-feira (15), Sayonara conta que a mudança de cargo representa a realização de um sonho antigo.

Formada em Pedagogia desde 2019, Sayonara passou anos conciliando trabalho, estudos e maternidade até conseguir atuar na área em que se formou.

Entre o trabalho, a família e os estudos.

Antes de ser pedagoga, Sayonara concluiu um curso técnico de Enfermagem. A rotina para conciliar a formação acadêmica com o trabalho e a criação de dois filhos exigia esforço e organização.

A oportunidade de trabalhar como porteira permitiu com que também cumprisse as atividades exigidas durante a faculdade.

Depois de concluir a graduação, ela se inscreveu no processo seletivo da Prefeitura de Vitória para atuar como professora.

Aprovada, pôde escolher a unidade de ensino onde trabalharia. A decisão foi voltar à EMEFTI Paulo Freire, escola onde já havia trabalhado e construído vínculos com a comunidade escolar.

Este é o primeiro ano de Sayonara como professora. À frente das aulas de informática, ela vive a experiência de assumir uma nova função na escola e acompanha de perto o desenvolvimento dos estudantes.

Para ela, ensinar vai além de transmitir conhecimentos. O trabalho também envolve incentivar as crianças a acreditarem na própria capacidade e a construírem seus caminhos por meio da educação.

*Texto adaptado por Patrick Mizrahi, aluno do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição de Juirana Nobres.

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