Malu, quando a Deda faleceu? Vovó Deda? Como foi que você ficou sabendo da morte.
Eu fiquei muito triste porque era uma pessoa muito próxima.
Você ouviu a pequena Malu, de 10 anos, conversando com a mãe, a administradora Taiana Lima, sobre a morte da avó. Taiana conta que, como a idosa já tinha problemas de saúde, tentou preparar tanto a criança quanto a outra filha, Marina, de 13 anos, para comunicar o falecimento de uma forma direta.
E eu comuniquei, assim, como já vinha com probleminha e outro, fui já conversando com as duas que, qualquer hora, elas nos deixaria. Só que nos deixaria fisicamente, porque, é, no coração da gente, ela estaria sempre viva.
Então, assim, eu mostrei o lado da dor, mas a gente conseguiria sentir dentro do coração da gente, conseguiria falar com ela, ela ia ouvir de onde ela estivesse.
O psiquiatra Vinícius Pedreira apoia a estratégia usada por Taiana Lima e aconselha contar sempre a verdade à criança.
A ideia é que você escute o que a criança tem, para falar sobre aquilo dali, e o que é que ela percebe. Ela trazendo que virou estrela ou que fez alguma coisa, é diferente do adulto trazer.
Explicar da gravidade da situação, né? Não precisa ser tão pormenorizado, mas a sinceridade é importante.
A psicóloga infanto-juvenil Bárbara Emprota, especialista em trauma, reforça ainda que muitas crianças acabam brincando durante o velório ou enterro, e elas não devem ser repreendidas por isso.
Permitir que a criança chore, fique triste e, e até mesmo brinque. Crianças brincando no velório, muitas pessoas criticam. Mas a gente precisa entender que a forma como a criança vivencia o luto, ela pode ser muito diferente da forma que o adulto manifesta a dor.
Então, assim, o brincar para a criança, ela é uma forma de expressão e ela também é uma forma de elaborar, né, as questões emocionais. Então, através do brincar, a criança ela elabora a perda.
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