Ir para o conteúdo
Tecnologia Revisado por ULTRA AI

Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília

Grupo extremista compartilhava instruções para fabricar explosivos e tinha mapas de prédios públicos, incluindo a planta do Palácio do Planalto. Investigação ap

3 min de leitura
Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília

Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno; polícia agiu antes.

Mapas de prédios públicos, manuais para fabricação de explosivos e cálculos sobre a quantidade e o custo dos materiais. Era assim que integrantes de grupos extremistas se organizavam para planejar possíveis ataques em Brasília, segundo uma investigação.

As conversas monitoradas pelas autoridades revelaram que o principal objetivo do grupo era invadir e explodir prédios públicos, especialmente o Palácio do Planalto.

Os integrantes também tinham mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma das conversas, eles compartilharam a planta baixa do Palácio do Planalto e discutiram possíveis caminhos para entrar e sair do edifício.

Os investigadores também encontraram instruções para a fabricação de explosivos e coquetéis molotov, além de orientações sobre o desenvolvimento de artefatos explosivos.

Os integrantes calculavam a quantidade de material necessária e os custos para produzir os dispositivos.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as estimativas indicavam a possibilidade de produzir mais de três granadas por integrante. As conversas também mencionavam a produção de pólvora e o baixo custo para sua fabricação.

Grupo maior tinha mais de 600 integrantes.

Nesse núcleo, as conversas não se limitavam à troca de ideias. Os participantes compartilhavam instruções para a prática de atos violentos.

O acesso aos grupos era controlado. Para entrar, era necessário receber um link ou procurar pelo nome exato. Os administradores também selecionavam pessoas que consideravam ter o perfil desejado.

Em uma das conversas, um integrante chegou a pedir indicações de outros grupos de nazistas para fazer novos recrutamentos.

O relatório do CyberLab, laboratório de repressão a crimes cibernéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, classificou os dois grupos como de alto grau de periculosidade.

A investigação aponta a presença de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

Objetivo era atingir prédios públicos.

As conversas indicam que os integrantes não pretendiam apenas provocar destruição. A intenção era usar Brasília para transmitir ao país uma mensagem considerada violenta e antidemocrática pelas autoridades.

Os participantes defendiam uma “revolução” e a “abolição do Estado”. A investigação aponta que o grupo não se identificava necessariamente com um lado político específico.

Os administradores também tentavam identificar integrantes dispostos a matar.

As mensagens foram identificadas por investigadores do CyberLab, que monitora pessoas que utilizam perfis anônimos para produzir e compartilhar conteúdo de ódio e incentivo à violência.

Segundo o Ministério da Justiça, o laboratório produziu, apenas naquele ano, 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio diferentes. Entre os conteúdos encontrados estavam mensagens racistas, homofóbicas e misóginas.

Em uma das conversas, integrantes fizeram ameaças contra mulheres que ocupavam cargos como delegada, juíza e investigadora.

Na última terça-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados.

Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.

Computadores e celulares apreendidos durante a operação ainda são analisados pelos investigadores.

Para as autoridades, havia risco de que o plano fosse colocado em prática. A avaliação é que não seria necessário esperar para saber se os integrantes realmente levariam os ataques adiante.

GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Tecnologia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Tecnologialink

Leia também

Mais em Tecnologia