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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Eficiência na gestão preserva capacidade de investimento de MS

Plano para 2027–2030 propõe avançar do equilíbrio fiscal para uma etapa de maior rigor na qualidade do gasto, com controle de custos, avaliação de resultados, t

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Eficiência na gestão preserva capacidade de investimento de MS

Para quem paga impostos e depende dos serviços públicos, a discussão sobre o tamanho da estrutura administrativa do Estado pode parecer distante. O que chega à vida cotidiana é outra medida: a capacidade de transformar dinheiro público em escola funcionando, atendimento de saúde, segurança, saneamento, estradas, habitação, tecnologia e serviços que resolvam problemas.

É nesse ponto, entre o recurso arrecadado e aquilo que efetivamente retorna à população, que a eficiência da máquina pública deixa de ser um conceito técnico e passa a ter significado concreto.

É também a partir dessa lógica que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, planeja o futuro do Estado. Em vez de tratar eficiência apenas como redução de estruturas ou despesas, o Plano de Governo coloca o tema dentro de uma agenda mais ampla, que envolve planejamento, gestão orientada por resultados, qualidade do gasto, transformação digital, uso de dados, gestão de pessoas e melhoria das compras públicas.

A proposta é construir um Estado mais ágil e capaz de responder às demandas da sociedade sem perder de vista a sustentabilidade financeira. A questão central, portanto, não está simplesmente em quanto a administração custa, mas no retorno produzido por aquilo que gasta.

Para Riedel, o desafio do próximo mandato será preservar a capacidade de investimento conquistada nos últimos anos e, ao mesmo tempo, elevar a produtividade da estrutura pública.

O objetivo é passar de uma situação de responsabilidade fiscal equilibrada para uma etapa de maior excelência na gestão das contas e, sobretudo, na escolha de onde e como aplicar os recursos públicos.

Equilíbrio fiscal como ponto de partida São diversos os indicadores apresentados como base para sustentar que Mato Grosso do Sul chega a essa nova etapa com uma estrutura fiscal e administrativa consolidada.

O Estado obteve Nota A do Tesouro Nacional pelo quarto ano consecutivo na avaliação da qualidade fiscal e conquistou, pelo terceiro ano seguido, o Selo Diamante de transparência da Atricon.

Mato Grosso do Sul também aparece entre os dez estados mais digitais do País, com mais de 700 serviços, além de ter implantado um modelo de gestão por resultados com indicadores acompanhados em tempo real.

Outro indicador diretamente ligado ao debate sobre capacidade de investimento é a taxa de investimento público de Mato Grosso do Sul, quase três vezes a registrada pelo governo central.

O dado ajuda a explicar por que a preservação dessa capacidade ocupa lugar relevante na estratégia apresentada por Riedel para os próximos quatro anos. A preocupação não aparece apenas em um cenário de crescimento das receitas.

A situação das contas estaduais permitiu enfrentar uma queda inesperada na arrecadação proveniente do gás e os impactos de quebras de safra provocadas por problemas climáticos nos últimos anos.

A administração reduziu gastos para preservar a responsabilidade fiscal e sustenta que, no próximo ciclo, será necessário avançar além desse equilíbrio. É nessa passagem que surge uma das formulações centrais do Plano de Governo protocolado na semana passada.

A proposta é estruturar uma gestão do gasto capaz de considerar relevância, impacto, custos e esforços antes da alocação dos recursos, buscando assegurar maior retorno social para cada real aplicado.

O próprio documento resume o objetivo como “fazer mais, com menos recursos e da melhor forma possível”. Isso não significa transformar o corte de despesas em um fim em si mesmo.

A lógica proposta é gastar com mais critério. Um Estado pode reduzir uma despesa e, ainda assim, perder eficiência caso comprometa um serviço essencial. Da mesma forma, pode gastar mais em determinada área e obter retorno social superior se a decisão estiver apoiada em planejamento, avaliação e evidências.

A qualidade do gasto passa, portanto, pela capacidade de distinguir custo de desperdício e economia de simples redução de entrega. Do equilíbrio das contas à qualidade de cada gasto Para 2027–2030, Riedel propõe aprofundar os mecanismos que determinam como o dinheiro público é planejado, distribuído, executado e avaliado.

Entre as medidas estão o aprimoramento das previsões orçamentárias, o monitoramento permanente da eficiência e da conformidade dos gastos e o fortalecimento do sistema de controle de custos da administração.

O plano prevê também ampliar a utilização de análises de custo-benefício nas decisões sobre programas, projetos e investimentos. Outra proposta é aumentar a aderência entre planejamento e orçamento, evitando que as prioridades definidas pelo governo caminhem separadamente da efetiva distribuição dos recursos.

A revisão periódica das despesas, o incentivo à inovação para elevar a produtividade administrativa e o acompanhamento da execução orçamentária e das metas completam essa agenda.

Na prática, o modelo procura introduzir uma pergunta permanente antes e depois de cada política pública: o recurso aplicado está produzindo o resultado esperado.

A gestão por resultados já aparece no plano como uma trajetória iniciada no atual mandato. O documento cita o fortalecimento do planejamento estratégico, do Plano Plurianual, dos Contratos de Gestão, da Inteligência GOVMS e do monitoramento de programas.

Para o próximo ciclo, a intenção é aprofundar essa estrutura e tornar permanente uma cultura institucional baseada em indicadores, avaliação de efetividade e decisões apoiadas por dados e evidências.

É uma mudança de perspectiva. Em vez de medir a administração apenas pelo volume de recursos executados ou pelo número de ações realizadas, o modelo proposto procura dar maior peso ao resultado efetivamente entregue.

O orçamento deixa de ser apenas um instrumento contábil e passa a ser tratado como parte do planejamento da política pública. Tecnologia e compras para reduzir desperdícios A transformação digital entra nessa estratégia não como objetivo isolado, mas como instrumento para diminuir a burocracia, acelerar processos e ampliar a capacidade administrativa.

Riedel reconhece que digitalizar um procedimento ruim não necessariamente o torna eficiente. Por isso, propõe revisar e simplificar processos administrativos antes da digitalização.

A agenda inclui digitalização integral dos principais serviços estaduais, integração de plataformas, ampliação do uso de inteligência artificial, automação e mecanismos de autoatendimento.

Os dados também ganham uma função mais sofisticada. O Estado pretende integrar bases governamentais, desenvolver painéis gerenciais, ampliar a inteligência analítica e utilizar informações não somente para acompanhar aquilo que já aconteceu, mas também para antecipar demandas e desenvolver uma gestão preditiva.

Em termos administrativos, isso significa tentar identificar necessidades antes que elas se transformem em gargalos e direcionar recursos com maior precisão. Outra frente está nas compras públicas.

Todo governo é também um grande comprador de produtos, obras e serviços, e a diferença entre uma contratação mal planejada e uma compra eficiente pode representar desperdício ou ganho significativo de capacidade de entrega.

Para o próximo mandato, o plano prevê consolidar o planejamento anual das contratações, ampliar soluções digitais ao longo de todo o processo de compras, fortalecer a gestão dos contratos baseada em desempenho e resultados e expandir compras compartilhadas para obter ganhos de escala.

Também pretende utilizar indicadores para acompanhar a execução contratual e desenvolver inteligência de mercado para subsidiar as aquisições. A lógica, novamente, não se resume a procurar sempre o menor gasto.

Comprar melhor significa estabelecer com mais precisão aquilo que o Estado precisa, planejar a contratação, acompanhar a execução e medir o que foi efetivamente entregue.

Uma contratação barata que não resolve o problema pode custar mais ao contribuinte do que um contrato adequadamente planejado e fiscalizado. Eficiência com valorização dos servidores A busca por eficiência também passa pelos servidores públicos.

Estão previstas uma política permanente de formação de lideranças, capacitação continuada, aperfeiçoamento da gestão por competências, mecanismos de avaliação e monitoramento de desempenho e ambientes de trabalho que estimulem inovação, colaboração e sucessão.

O documento inclui ainda ações voltadas à valorização, segurança, saúde e bem-estar dos servidores. Essa combinação é decisiva para o modelo apresentado. Tecnologia sem servidor capacitado pouco transforma.

Indicadores sem equipes capazes de interpretá-los não melhoram decisões. Controle de despesas sem compreensão do funcionamento das políticas públicas pode produzir apenas cortes.

E planejamento sem execução permanece no papel. No fim, a discussão sobre eficiência administrativa retorna ao ponto em que começou: a vida de quem está do outro lado do balcão público.

Responsabilidade fiscal importa porque permite ao Estado continuar investindo. Controle de custos importa porque reduz o espaço para desperdícios. Dados, digitalização e compras melhores importam porque podem fazer cada recurso produzir mais resultados.

Riedel propõe transformar o equilíbrio fiscal alcançado até aqui em uma etapa mais exigente: não apenas manter as contas sob controle, mas examinar com maior rigor a qualidade de cada gasto e o resultado de cada política.

A proposta, conforme apresentada no plano, é fazer com que a eficiência da máquina pública seja medida não apenas pelo que o Estado gasta, mas principalmente pelo retorno que consegue entregar à população.

0x Plano para 2027–2030 apresentado por Eduardo Riedel propõe ampliar o controle sobre gastos e preservar a capacidade de investimento de Mato Grosso do Sul. Para quem paga impostos e depende dos serviços públicos, a discussão sobre o tamanho da estrutura administrativa do Estado pode parecer distante.

Equilíbrio fiscal como ponto de partida.

Do equilíbrio das contas à qualidade de cada gasto.

Tecnologia e compras para reduzir desperdícios.

Eficiência com valorização dos servidores.

A busca por eficiência também passa pelos servidores públicos. “A modernização da administração pública passa necessariamente pela valorização das pessoas, servidores que fazem o Estado acontecer”, diz o governador.

Para 2027–2030, a proposta é combinar maior cobrança por desempenho com investimento no desenvolvimento profissional.

Essa combinação é decisiva para o modelo apresentado. Tecnologia sem servidor capacitado pouco transforma. Indicadores sem equipes capazes de interpretá-los não melhoram decisões.

Controle de despesas sem compreensão do funcionamento das políticas públicas pode produzir apenas cortes. E planejamento sem execução permanece no papel.

Linha atende trabalhadores informais que mantêm pagamentos em dia e permite substituir empréstimos mais caros.

Fontes

Informação baseada em material público de A Crítica, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • A Críticalink