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Brasil terá “Anel de Fogo” no céu em pleno Carnaval no ano que vem

Prepare-se para um Carnaval diferente: em 2027, um eclipse solar anular poderá criar um espetacular “Anel de Fogo” no céu do Brasil

4 min de leitura
Brasil terá “Anel de Fogo” no céu em pleno Carnaval no ano que vem

Nesta quarta-feira (12), um eclipse solar total poderá ser observado em uma faixa que atravessa a Groenlândia, a Islândia, a Espanha e uma pequena parte do nordeste de Portugal.

Em outras regiões da Europa, o fenômeno será visto de maneira parcial.

Esse é o segundo eclipse solar de 2026. O primeiro ocorreu em 17 de fevereiro e foi do tipo anular, conhecido popularmente como “Anel de Fogo”. O mesmo tipo de evento voltará a chamar a atenção no Brasil em 2027 – e bem durante o Carnaval.

Eclipses solares acontecem quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia parte ou toda a luz solar. Dependendo da posição e da distância entre os três corpos celestes, diferentes tipos de eclipse podem ocorrer.

No eclipse total, a Lua cobre completamente o disco do Sol para quem está na faixa de visibilidade. Já no eclipse parcial, apenas uma parte do astro fica encoberta, sem que o céu escureça de forma tão intensa.

No caso do eclipse anular, a Lua está mais distante da Terra e aparenta ser menor no céu. Por isso, não consegue esconder completamente o Sol. Ao redor da Lua permanece um círculo brilhante, criando o efeito que deu origem ao apelido “Anel de Fogo”.

Existe ainda o eclipse híbrido, o tipo mais raro, que combina características de eclipses totais e anulares, dependendo do ponto de observação. Um exemplo ocorreu em abril de 2023, conforme noticiado pelo Olhar Digital.

Eclipse solar total pode afetar internet, GPS ou comunicações.

Como um astrônomo do século 19 previu 13 mil eclipses apenas com papel e lápis.

O eclipse solar que ajudou a provar a Teoria da Relatividade de Einstein.

Onde ver o “Anel de Fogo” no Brasil no Carnaval do ano que vem.

O eclipse anular de 2026 não foi visível no Brasil, mas em 2027 o cenário será diferente. No sábado de Carnaval, dia 6 de fevereiro, todo o país poderá observar pelo menos uma parte do espetáculo.

De acordo com a plataforma Time And Date, a faixa mais estreita, onde será possível acompanhar o “Anel de Fogo”, atravessará principalmente áreas da Região Sul.

No Rio Grande do Sul, a anularidade poderá ser observada nos arredores de Santa Vitória do Palmar, Paso Real e Picada da Mata.

No Paraná, algumas cidades do sul do estado estarão dentro da faixa, incluindo Pato Branco, Francisco Beltrão e Palmas. Em Santa Catarina, o fenômeno poderá ser visto principalmente no extremo sul, em municípios como Criciúma, Araranguá e Sombrio.

Fora dessa faixa, o eclipse será parcial, mas a Lua ainda esconderá uma parcela significativa do Sol em algumas áreas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a capital, a cidade de Niterói e municípios da Baixada Fluminense terão cerca de 90% de cobertura.

A porcentagem será menor à medida que se avança para outras regiões do país. Em Roraima, estado que terá a menor cobertura, aproximadamente 7,7% do disco solar ficará encoberto pela Lua.

Pelo horário de Brasília, o eclipse parcial começará às 10h53. A fase anular terá início às 12h42 e terminará às 12h49. O eclipse completo chegará ao fim às 16h53.

Os horários podem apresentar pequenas diferenças de acordo com a cidade escolhida para observar o fenômeno. Por isso, quem pretende acompanhar o eclipse deve consultar a previsão específica para seu local.

Faltam cerca de seis meses para o Carnaval de 2027, quando o “Anel de Fogo” vai abrilhantar os desfiles. Embora o privilégio de ver o eclipse completo de camarote seja para poucos, mesmo quem estiver na “pipoca” ou na arquibancada poderá acompanhar uma boa parte do espetáculo.

Afinal, a grande festa do povo é para todos – e o eclipse, desta vez, também.

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

Em números

  • Como um astrônomo do século 19 previu 13 mil eclipses apenas com papel e lápis

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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