Operação da PF pede afastamento do presidente do PCO.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), uma operação para investigar suspeitas de desvios de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, é alvo de um pedido de afastamento do cargo e de mandados de buscas. No último fim de semana, a legenda lançou o político como candidato à Presidência da República.
A TV Globo entrou em contato com a defesa dele e ainda não obteve respostas. O partido informou que fará uma transmissão ao vivo para comentar o caso nesta tarde.
Segundo as investigações, o dinheiro público que deveria ser usado para atividades políticas e eleitorais teria sido repassado a empresas e pessoas que não teriam estrutura para prestar os serviços correspondentes aos valores recebidos.
O que aponta possíveis irregularidades e desvio de verbas federais.
As investigações começaram após a análise de prestações de contas eleitorais e de partidos enviadas à Justiça Eleitoral, e relatórios de inteligência financeira, além do cumprimento de mandados pela PF.
🔎Os dois fundos citados nas investigações são duas fontes de dinheiro público usadas para financiar partidos e campanhas eleitorais, mas com finalidades diferentes.
Fundo Partidário: é dinheiro público repassado aos partidos para manter suas atividades. Pode bancar, por exemplo, despesas de funcionamento das legendas, manutenção de sedes, contratação de serviços e outras atividades partidárias previstas em lei.
Uma parte também pode ser usada em campanhas. Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC): é o chamado “Fundo Eleitoral”. É dinheiro público destinado exclusivamente ao financiamento das campanhas eleitorais.
Os partidos distribuem os recursos entre seus candidatos seguindo as regras eleitorais.
A operação cumpre mandados de busca e apreensão e outras medidas determinadas pela Justiça Eleitoral.
Entre elas estão o bloqueio de contas bancárias e investimentos, o bloqueio de bens e o afastamento de investigados de cargos de direção e administração em entidades relacionadas ao caso.
Os investigadores também apuram possíveis vínculos, diretos ou indiretos, entre os beneficiários dos recursos — no caso, os donos de empresas e pessoas físicas suspeitas — e integrantes dos partidos investigados.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.