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Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo o caso Master

Presidente do STF atende pedido da PGR e manda disponibilizar todos os documentos da Operação Compliance Zero, com ressalvas só para diligências em andamento.

2 min de leitura
Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo o caso Master
Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master.

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma “ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida.

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero.

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos.

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo.

A ordem ocorre na esteira de uma crise institucional no STF, com a divulgação recíproca de relatórios e pedidos de investigação protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR — dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado.

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Redação ULTRA NOTÍCIAS, com base em material da Agência Brasil (Felipe Pontes, 11/09/2026). Foto: Carlos Moura/SCO/STF.

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Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

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