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Petista aciona STF após denúncia de recursos dos EUA na campanha de Flávio

Petista cita declarações de Renan Santos sobre suposto apoio da Rockbridge Network à campanha presidencial do senador. Leia no Poder360.

3 min de leitura
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou nesta 6ª feira (11.set. 2026) o Supremo Tribunal Federal para pedir a investigação de uma suposta entrada de recursos estrangeiros, direta ou indiretamente, na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Leia a representação na íntegra (PDF - 53,9kb). A legislação eleitoral brasileira proíbe o recebimento, direta ou indiretamente, de recursos de origem estrangeira para o financiamento de campanhas.

A prática é considerada irregular e pode gerar consequências eleitorais e jurídicas, conforme a Lei das Eleições nº 9. 504 de 1997, que estabelece as fontes de recursos vedadas a partidos e candidatos.

Lindbergh apresentou uma notícia de fato e pediu que o caso seja encaminhado à Procuradoria Geral da República e que cópias sejam enviadas ao procurador-geral eleitoral.

A representação tem como base declarações públicas do candidato à Presidência Renan Santos (Missão), segundo as quais a Rockbridge Network, rede de financiadores políticos dos Estados Unidos, teria apoiado a campanha de Flávio.

A empresa foi fundada em 2019 pelo atual vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e pelo empresário Chris Buskirk, sócio de Donald Trump Jr. Renan Santos disse nesta 6ª feira que está disposto a enviar documentos que, segundo o candidato, tratam de recursos estrangeiros na campanha de Flávio.

O candidato da Missão e o deputado petista não divulgaram provas sobre o assunto. O petista também cita contatos de empresários brasileiros com integrantes da organização, além de viagens e reuniões com dirigentes da rede.

Para Lindbergh, os fatos precisam ser formalmente apurados para esclarecer se houve ingresso de recursos estrangeiros na campanha. A representação pede a investigação da origem dos recursos usados na campanha, das movimentações financeiras de possíveis intermediários e dos contratos de prestação de serviços eleitorais.

Lindbergh também solicita, se necessário, cooperação com autoridades dos Estados Unidos. Segundo o deputado, caso sejam confirmados repasses de origem estrangeira, poderão ser apuradas suspeitas de crimes e irregularidades eleitorais, como caixa 2, lavagem de dinheiro, abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos.

A petição cita ainda possíveis consequências eleitorais, como cassação do registro ou diploma e declaração de inelegibilidade. Também menciona sanções que poderiam atingir o Partido Liberal, entre elas o cancelamento do registro e do estatuto partidário e a suspensão de cotas do Fundo Partidário.

O OUTRO LADO O Poder360 procurou a assessoria do candidato Flávio Bolsonaro (PL) para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito do assunto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Lindbergh Farias cita declarações de Renan Santos sobre apoio da Rockbridge Network à campanha; não há provas de repasses estrangeiros.

Leia a representação na íntegra (PDF – 53,9kb).

A legislação eleitoral brasileira proíbe o recebimento, direta ou indiretamente, de recursos de origem estrangeira para o financiamento de campanhas. A prática é considerada irregular e pode gerar consequências eleitorais e jurídicas, conforme a Lei das Eleições nº 9.

O petista também cita contatos de empresários brasileiros com integrantes da organização, além de viagens e reuniões com dirigentes da rede. Para Lindbergh, os fatos precisam ser formalmente apurados para esclarecer se houve ingresso de recursos estrangeiros na campanha.

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