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Política Revisado por ULTRA AI

Candidatos prometem ampliar presídios de segurança máxima, hoje com 43% das vagas ociosas

Sistema federal tem capacidade para 1.040 presos, mas abriga 594; propostas eleitorais preveem expansão da estrutura

4 min de leitura
Política — imagem padrão

Mesmo com 42,8% das vagas ociosas, os presídios federais de segurança máxima aparecem com promessa de expansão em programas de governo de cinco candidatos à Presidência.

Lista completa

  • Análise: Lula e Flávio Bolsonaro propõem caminhos diferentes para derrotar facções.

As cinco unidades têm capacidade para 1. 040 presos, mas abrigavam 594 no segundo semestre de 2025, segundo dados mais recentes do Sisdepen (Sistema Nacional de Informações Penais), do Ministério da Justiça.

Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Wilson Grassi (Democrata) defendem ampliar a estrutura caso sejam eleitos.

O plano de Flávio prevê cinco novos presídios de segurança máxima "no modelo adotado por El Salvador", segundo documento apresentado pela campanha à Justiça Eleitoral.

A referência é à política de encarceramento em massa do presidente salvadorenho Nayib Bukele, centrada no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), complexo que, segundo dados oficiais, abriga quase 20 mil presos e tem capacidade para 40 mil.

O modelo também aparece em propostas de outros candidatos.

As lideranças condenadas serão deslocadas a superpresídios de segurança máxima em regiões remotas, no modelo do Cecot salvadorenho", diz trecho do programa do candidato do Missão.

Caiado e Zema, apesar de não citarem o país, falam em "criar uma Rede Nacional de Presídios de Segurança Máxima" e "construir presídios de segurança máxima, em regiões remotas e isoladas", respectivamente.

Integrante do governo de El Salvador, Gustavo Villatoro, ministro da Segurança Pública e Justiça, está entre as presenças confirmadas em congresso sobre segurança pública promovido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (31).

Neste domingo, ele participou de encontro com Flávio, que ignorou as denúncias de violações em El Salvador, disse que as experiências do país podem ser inspiradoras e que há pouco preso no Brasil —que tem uma população carcerária de cerca de 965 mil pessoas, a terceira maior do mundo e que cresce a uma taxa média de 3,3% ao ano desde o início da década.

Nesta segunda, Villatoro irá falar sobre segurança pública ao lado de candidatos da direita que confirmaram participação, entre eles, o ex-juiz Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná, e Guilherme Derrite (PP), que concorre a uma vaga no Senado por São Paulo.

Embora não estabeleça um número de novas vagas ou presídios federais em seu programa de governo, Lula (PT), que concorre à reeleição, propõe ampliar a capacidade operacional do sistema penitenciário federal e o isolamento de lideranças criminosas.

A atual gestão também anunciou, em junho, um projeto para levar padrões de segurança máxima a 138 unidades prisionais estaduais e distritais.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, o governo identificou essas unidades como as mais representativas da atuação do crime organizado no sistema prisional.

Por terem regras de custódia mais restritivas do que as vigentes no sistema prisional comum, as penitenciárias federais de segurança máxima têm critérios específicos para a transferência de presos.

O procedimento pode ser solicitado pela autoridade penitenciária, pelo Ministério Público ou pelo próprio detento e depende da concordância do juízo de origem e de decisão da Justiça Federal.

A vacância desse modelo é explicada pelas regras de transferência, atendidas em casos específicos e moldadas justamente para restringir o acesso a lideranças do crime organizado.

Entre os presos ilustres do sistema penitenciário de segurança máxima estão Carlos Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele cumpre pena em unidade em Brasília desde janeiro de 2023, após ter sido transferido da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Fernandinho Beira-Mar está há 20 anos no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

Para a transferência, é preciso atender a requisitos previstos na legislação, como ter exercido função de liderança ou participado de forma relevante de organização criminosa ou ter se envolvido em episódios de fuga, violência ou grave indisciplina no sistema prisional de origem.

Neste ano, uma mudança na legislação passou a prever o recolhimento preferencial ao sistema federal de presos provisórios ou condenados por homicídio qualificado de autoridades e agentes públicos.

Em números

  • De Confinamento do Terrorismo (Cecot), complexo que, segundo dados oficiais, abriga quase 20 mil presos e tem capacidade para 40 mil

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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