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A elevação do mar e seus impactos: o que está em jogo para a humanidade

Avanço dos oceanos em ritmo recorde e aumenta riscos para bilhões de pessoas; fenômeno tem relação direta com efeitos das mudanças climáticas provocadas pela aç

4 min de leitura
A elevação do mar e seus impactos: o que está em jogo para a humanidade

Avanço dos oceanos em ritmo recorde e aumenta riscos para bilhões de pessoas; fenômeno tem relação direta com efeitos das mudanças climáticas provocadas pela ação humana; dimensão dos danos, e quem será mais afetado, ainda depende das escolhas que pessoas, comunidades e governos fizerem hoje.

O oceano está subindo mais rápido agora do que em qualquer outro momento registrado na história.

Os impactos já estão sendo sentidos e as ameaças continuam crescendo.

Terras estão sendo inundadas, casas estão alagando e meios de subsistência estão sendo perdidos, impondo enormes dificuldades às pessoas que buscam um futuro mais seguro.

Não é apenas o meio ambiente que está sendo afetado. A elevação do nível do mar também tem um impacto significativo sobre os direitos humanos, o desenvolvimento econômico, a saúde, a cultura, o futuro de muitos países e a dignidade humana básica.

Todas as pessoas, e praticamente todos os lugares, são afetadas, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. A capacidade de agir e se adaptar será decisiva para determinar se a subida dos oceanos se tornará um desafio administrável ou uma crise geracional.

Em síntese, o nível do mar está aumentando devido aos efeitos das mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Entre 2014 e 2023, o nível médio global do mar subiu 4,7 mm por ano. Em 2024, o aumento atingiu um recorde de 5,9 mm.

Mesmo no cenário mais otimista, é provável que os oceanos subam até 0,55 metro até 2100. No pior cenário, o aumento poderá ultrapassar um metro.

Em cenários de altas emissões, existe ainda uma possibilidade pequena, mas de grande impacto, de que o nível do mar aumente quase 2 metros até o fim do século.

Cerca de 770 milhões de pessoas, aproximadamente uma em cada dez no planeta, vivem a menos de cinco metros acima da linha da maré alta.

Essa proximidade é preocupante e seus efeitos já estão sendo sentidos.

Além dos impactos físicos, patrimônios culturais, terras ancestrais e modos de vida tradicionais estão sendo perdidos, provocando um impacto psicológico real.

Muitos dos países que enfrentam os riscos mais imediatos são justamente aqueles que menos contribuem para as emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aumento do nível do mar.

Essas nações, frequentemente, dispõem de menos recursos para responder a esses desafios.

Não totalmente. Parte do aumento do nível do mar já é inevitável.

Mas o quanto o nível ainda vai subir dependerá da capacidade de reduzir, desde já, as emissões de gases nocivos.

Um dos principais pontos de preocupação é a Geleira Thwaites, na Antártida, que cobre cerca de 190 mil km quadrados. Seu colapso, por si só, poderia desencadear uma subida súbita e irreversível do nível do mar de mais de meio metro, representando um verdadeiro ponto de inflexão, sem possibilidade de reversão.

Afastar-se dos combustíveis fósseis que provocam as mudanças climáticas é a principal prioridade mundial para desacelerar o aquecimento global e, consequentemente, a elevação do nível do mar.

No entanto, medidas de adaptação também são necessárias desde já. Algumas delas são.

O aumento do nível do mar pode parecer uma força impossível de deter, mas a dimensão dos danos, e quem será mais afetado, ainda depende das escolhas que pessoas, comunidades e governos fizerem hoje.

Em última análise, aumentar o financiamento para adaptação, garantir que a condição de Estado não seja afetada pela elevação do nível do mar e tratar esse fenômeno como uma prioridade global permanente, com a urgência que exige, são medidas essenciais para proteger os lares, a história, os meios de subsistência e a identidade das pessoas.

Em números

  • Cerca de 770 milhões de pessoas, aproximadamente uma em cada dez no pl
  • S principais pontos de preocupação é a Geleira Thwaites, na Antártida, que cobre cerca de 190 mil km quadrados

Fontes consultadas

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