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Política Revisado por ULTRA AI

Atlas/Bloomberg: para 55,1%, caso Lulinha afeta governo Lula

3 min de leitura
Política — imagem padrão

A maioria dos brasileiros acredita que o caso envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, afeta diretamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda (31).

Para 37,9%, as investigações são um problema exclusivamente pessoal do filho do presidente; pesquisa ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de erro de 1 ponto percentual.

Segundo o levantamento, 55,1% afirmam que as investigações geram um impacto direto ao Palácio do Planalto. Por outro lado, 37,9% dizem que as apurações são um problema exclusivamente pessoal do filho do presidente Lula.

Para a maior parte dos entrevistados esse impacto será negativo ao Executivo. 43,4% classificam que a situação "piora muito" a percepção do governo Lula e 17,3% apontam que "piora um pouco.

37,4% acreditam que as investigações não afetam a imagem do Planalto e outros 1,9% creem em uma melhora.

Os entrevistados também dizem que estão acompanhando os desdobramentos do caso, segundo o levantamento. 67,2% apontam que seguem as informações "de perto"; outros 29,5% dizem que ouviram falar, mas sabem poucos detalhes.

O filho mais velho do presidente Lula está sob investigação em três inquéritos. O primeiro apura a suspeita de que ele teria facilitado contratos com o governo federal em favor da empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", que atua com produtos medicinais à base de cannabis, junto ao Ministério da Saúde.

O segundo investiga se Lulinha teria atuado para beneficiar uma empresa de tecnologia da informação junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), órgão do governo federal.

O terceiro inquérito está sob sigilo e apura a suposta atuação de um grupo de pessoas em prol de favorecimento de empresas junto ao governo federal.

O empresário entrou na mira das investigações depois de revelada a sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, que foi, em dezembro do ano passado, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Nesse contexto, o instituto perguntou aos entrevistados se acreditam que Lulinha influenciaria decisões do governo para beneficiar esses empresários.

Para 52,6%, o filho mais velho do presidente Lula influenciaria as medidas. Em contrapartida, 26,3% dizem que ele não tinha esse poder. E 21,1% não souberam responder.

Por fim, a pesquisa aponta que a maioria dos entrevistados acredita que as investigações são capazes de prejudicar a candidatura de Lula à reeleição. 34,8% dizem que o caso irá afetar muito e outros 24,6% dizem que o impacto será "pouco.

São 36% não acreditam que vá prejudicar a corrida eleitoral do petista. 4,6% não souberam responder.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5. 014 pessoas, entre os dias 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07972/2026.

Fontes consultadas

  • CNN Brasillink

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