O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou nesta 6ª feira (11.set. 2026) que o relatório de inteligência sobre o ministro André Mendonça tenha sido uma investigação ilegal.
- marcar para 15 de setembro o julgamento do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes.
- suspender a decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal na 3ª feira (8.set.2026).
- suspender a decisão do ministro Flávio Dino que recolocou Andrei Rodrigues na chefia da PF nesta 4ª feira (9.set.2026).
- retirar de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.
- Vorcaro bancou viagens internacionais a servidores do BC, diz PF.
- Gastos de Vorcaro chegaram a R$ 84,6 milhões em 1 mês.
- PF diz que Vorcaro soube de operação antes de prisão.
- PF suspeita que Vorcaro tentou influenciar voto de Toffoli.
- Há 7 meses, PF ligava Toffoli a pagamento de R$ 35 mi de Vorcaro.
- Toffoli mandou BC ignorar decisões de outras instâncias sobre o Master.
- Leia a íntegra do contrato da mulher de Moraes com o Master.
- Fachin pede e Mendonça tira sigilo de processos do Master.
Diretor-geral da PF afirmou ao ministro Edson Fachin que as atividades de inteligência da corporação são lícitas e que apenas cumpriu ordens.
Em resposta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o diretor-geral disse que o documento só foi compartilhado por ordem expressa do ministro Alexandre de Moraes, então relator do inquérito das fake news.
Em 17 páginas, Andrei Rodrigues afirma que a decisão de André Mendonça na última 3ª feira (8.set. 2026), que o afastou cautelarmente do cargo, se baseou em uma “interpretação equivocada” da atividade de inteligência da PF (Polícia Federal).
Segundo ele, não houve espionagem contra Mendonça ou contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. Para o diretor-geral, a atividade de inteligência não pode ser confundida com as investigações criminais.
Andrei afirma que os relatórios de inteligência não imputam fatos sobre as pessoas.
A petição afirma que o relatório de inteligência que aponta possíveis irregularidades na condução dos inquéritos do Banco Master por Mendonça são “análises de cenários” com base em informações e interesses jornalísticos.
O diretor-geral conclui afirmando que, ao contrário do que foi alegado por Mendonça, o relatório de inteligência tinha a devida identificação. O documento só não foi assinado por um “reflexo do dever de proteção dos profissionais de inteligência“.
Na 4ª feira (9.set. 2026), o presidente do STF, Edson Fachin, deu uma resposta conjunta diante das decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino na crise envolvendo possíveis investigações de ministros do Supremo.
A crise começou em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que identificou conversas entre o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
A apuração identificou contratos milionários com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e conversas sobre as investigações envolvendo fraudes no banco.
Mendonça pediu que Fachin levasse o caso ao plenário.
No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da PF, afirmando que Mendonça teria atropelado as investigações.
Em 3 de setembro, Moraes contra-atacou ao apresentar um pedido para investigar Mendonça por “abuso de autoridade”. Usando o inquérito das fake news, Moraes cita um “relatório de inteligência” contra Mendonça para afirmar que o colega teria direcionado as investigações da PF contra “adversários”.
Na 6ª feira (4.set. 2026), Fachin unificou os 2 pedidos em uma petição única, sob a condução da Presidência. Ele também deu prazo para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos.
Poucos dias depois, na 3ª feira (8.set. 2026), Mendonça apontou ilegalidades na produção do relatório de inteligência elaborado pela PF e citado por Moraes. O relator do inquérito do Master afastou cautelarmente o chefe da PF da função.
No mesmo dia, a AGU (Advocacia Geral da União) recorreu da decisão a Fachin.
Na manhã desta 4ª feira (9.set. 2026), em articulação com o Palácio do Planalto, o ministro Flávio Dino, relator de inquérito sobre desvio de emendas para o filme “Dark Horse”, contrariou a decisão de Mendonça e reintegrou o diretor-geral à corporação.
Diante das 3 decisões, Fachin revogou as 2 medidas envolvendo o afastamento de Andrei Rodrigues, mantendo o diretor-geral no cargo. Ele também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e decidiu pautar o pedido de Mendonça para investigar Moraes.
O plenário vai analisar, em sessão aberta do STF em 15 de setembro, o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes.
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