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INSS zera fila de atendimentos, mas 224 mil casos ainda passam de 45 dias de espera

Tempo médio para decisão sobre perícias caiu para 34 dias após reforço no atendimento, mutirões e uso de telemedicina

4 min de leitura
INSS zera fila de atendimentos, mas 224 mil casos ainda passam de 45 dias de espera

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) zerou, em agosto, a fila acumulada de atendimentos, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (3) pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Apesar do resultado, 224 mil pessoas ainda aguardam há mais de 45 dias uma decisão relacionada a perícias em casos específicos, entre eles pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o Ministério da Previdência Social, a redução ocorreu de forma gradual desde fevereiro, quando 3,12 milhões de pessoas aguardavam atendimento.

Naquele mês, outros 1,17 milhão de novos pedidos foram apresentados. Em julho, o número de pessoas na fila havia caído para 1,547 milhão. Já em agosto, segundo a pasta, a quantidade de novos requerimentos passou a superar o total de pessoas que ainda aguardavam atendimento.

O prazo definido por lei é de 45 dias. O resultado, porém, não significa que todos os processos estejam dentro desse período. Segundo Wolney Queiroz e o secretário-executivo da Previdência, Felipe Cavalcante, 224 mil pessoas continuam aguardando uma resposta por mais de 45 dias.

De acordo com o ministério, são situações consideradas específicas ou pedidos especiais, incluindo casos relacionados ao BPC e aposentadorias. INSS recebe 1,3 milhão de pedidos por mês Mesmo com a redução do estoque acumulado, o volume de solicitações continua alto.

Atualmente, o INSS recebe aproximadamente 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a cerca de 43 mil requerimentos por dia. “É com esse gigante que lidamos”, destacou o ministro.

Para o presidente Lula, a prioridade é reduzir o período de espera enfrentado pelos segurados. “O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício”, afirmou.

Telemedicina e mutirões ajudaram a reduzir fila Segundo o Ministério da Previdência, diferentes medidas contribuíram para acelerar os atendimentos. Entre elas estão a nomeação de novos servidores aprovados em concurso público, a realização de mutirões aos fins de semana e o pagamento de bônus por tarefas concluídas acima das metas estabelecidas.

A pasta também cita a ampliação da telemedicina, atualmente utilizada em 865 agências, e a adoção da perícia médica documental. Nesse modelo, o segurado não precisa ir presencialmente a uma agência do INSS, desde que envie a documentação necessária para comprovar a situação analisada.

Segundo Wolney Queiroz, o plano de gerenciamento de benefícios também teve impacto direto no aumento da capacidade de atendimento. “Esse plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por, somente em 2026, 2 milhões de atendimentos a mais”, disse.

Com a fila geral considerada zerada, o desafio do INSS passa a ser manter o ritmo de análise dos cerca de 43 mil novos pedidos recebidos diariamente e avançar sobre os casos que continuam acima do prazo de 45 dias.

0x Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirma que o INSS eliminou a fila acumulada de atendimentos; 224 mil casos específicos ainda ultrapassam 45 dias de espera.

Além da redução da fila, o governo informou que o tempo médio para uma decisão sobre perícias chegou a 34 dias. O prazo definido por lei é de 45 dias.

INSS recebe 1,3 milhão de pedidos por mês.

Mesmo com a redução do estoque acumulado, o volume de solicitações continua alto. Atualmente, o INSS recebe aproximadamente 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a cerca de 43 mil requerimentos por dia.

Telemedicina e mutirões ajudaram a reduzir fila.

Em números

  • Apesar do resultado, 224 mil pessoas ainda aguardam há mais de 45 dias uma dec
  • Istério da Previdência Social, a redução ocorreu de forma gradual desde fevereiro, quando 3,12 milhões de pessoas aguardavam atendimento
  • Naquele mês, outros 1,17 milhão de novos pedidos foram apresentados
  • Em julho, o número de pessoas na fila havia caído para 1,547 milhão

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Fontes consultadas

  • A Críticalink