Imagens registradas pela reportagem mostram o médico chegando à delegacia e cumprimentando a equipe ao perceber a câmera. Questionado se tinha envolvimento na morte da esposa, João negou ter cometido o crime.
- Cardiologista é preso 14 dias após ser solto por morte da esposa em Campo Grande.
- Somos a voz dela': família diz que busca justiça por Fabíola após laudo afastar hipótese de suicídio.
- Polícia descarta suicídio e conclui que cardiologista foi autor de feminicídio de esposa em MS.
João foi preso novamente nesta quinta-feira, 14 dias após ser solto pela Justiça. Esta é a terceira prisão do cardiologista desde a morte da esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos.
Após três meses de investigação, a Polícia Civil descartou a hipótese de suicídio e concluiu que Fabiola foi vítima de feminicídio. João foi apontado como autor do crime.
A conclusão levou em consideração laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, além de depoimentos de testemunhas e dados extraídos de celulares apreendidos.
Segundo a polícia, as provas reunidas apontaram que Fabiola foi vítima de violência doméstica e familiar.
A defesa já havia negado o envolvimento do médico na morte e contestado a conclusão da investigação. O g1 procurou novamente a defesa para comentar a nova prisão, mas ainda não teve retorno.
Fabiola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de maio, na chácara onde o casal morava, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Na ocasião, João acionou a polícia e afirmou que a esposa havia tirado a própria vida. A versão passou a ser investigada depois que a Deam identificou divergências entre depoimentos do médico, de testemunhas e de outras pessoas ouvidas.
Uma perícia preliminar também apontou que a lesão na cabeça de Fabiola não seria compatível com a versão apresentada pelo cardiologista.
Durante a investigação, a polícia apurou ainda uma tentativa de esconder armas que estavam na propriedade. Segundo a Polícia Civil, João teria pedido a um caseiro e a um ex-funcionário que levassem um armário com armas e munições para outro imóvel da chácara.
Para os investigadores, a ação configurou fraude processual.
João foi preso pela primeira vez após a morte da esposa e deixou a prisão em 23 de maio, após a defesa conseguir um habeas corpus.
Em agosto, com a conclusão das perícias, o médico voltou a ser preso preventivamente. Ele ficou seis dias preso e foi solto em 20 de agosto, novamente após um habeas corpus.
Nesta quinta-feira, duas semanas depois de deixar a prisão, João foi preso pela terceira vez.
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