O candidato questionou quem define quais informações das investigações são divulgadas e em qual momento isso acontece, principalmente diante da possibilidade de novos fatos surgirem nos dias que antecedem a eleição.
Haddad cita risco de divulgação perto da eleição.
Durante a entrevista, Haddad afirmou que a publicação de uma informação relevante poucos dias antes da votação pode dificultar a apresentação de respostas por pessoas citadas nas investigações.
O ex-ministro classificou o momento vivido pelo País como de grave crise institucional e voltou a defender que as informações disponíveis sejam divulgadas.
A crítica de Haddad se concentra na divulgação fragmentada dos fatos relacionados ao Banco Master. Para ele, a apresentação das informações em diferentes momentos pode produzir efeitos políticos distintos conforme a proximidade da eleição.
Haddad também foi questionado sobre citações nas investigações envolvendo as relações mantidas entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Ao ser perguntado sobre uma eventual destituição de Gonet, o candidato afirmou que cabe aos órgãos competentes investigar a situação do chefe da Procuradoria-Geral da República.
Haddad fazia referência ao Conselho Nacional do Ministério Público, o CNMP. O candidato não antecipou conclusão sobre Gonet e afirmou que a análise das informações deve ficar sob responsabilidade das instituições responsáveis pela apuração.
A posição defendida por Haddad, portanto, combina a abertura das informações relacionadas ao caso Banco Master com a manutenção dos procedimentos institucionais para investigar eventuais responsabilidades.
Para ele, a divulgação antecipada dos fatos permitiria que a população conhecesse o conteúdo disponível e que os envolvidos tivessem tempo para apresentar suas versões antes da eleição.
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