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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Cinco Centros de Tradição Pantaneira estão em implantação em 12 municípios de MS

Comissão formada por mais de 40 instituições se reuniu na sexta-feira (4) no Sebrae/MS, em Campo Grande, e definiu os próximos passos: criar uma federação da cu

4 min de leitura
Cinco Centros de Tradição Pantaneira estão em implantação em 12 municípios de MS

Ao todo, 12 municípios da borda do Pantanal participam do trabalho. Os números foram apresentados na reunião da Comissão de Valorização da Cultura Pantaneira, realizada na sexta-feira (4), na sede do Sebrae/MS, em Campo Grande.

  1. Implantar Centros de Tradição Pantaneira nos municípios, inclusive nos que ainda não têm.
  2. Criar e formalizar uma federação que represente a cultura pantaneira.
  3. Definir, com apoio de consultoria, o conceito de cultura pantaneira.

Os CTPs são espaços criados nas cidades para guardar e ensinar os costumes do Pantanal, como a lida com o gado, a comida, a música e as festas da região. A ideia é que eles recebam oficinas, palestras e atividades educativas e sirvam de base para a economia local, aproximando tradição, turismo e pequenos negócios.

A reunião juntou cerca de 20 pessoas, entre artistas e agentes culturais, gestores públicos, empresários e representantes do Sistema S, o conjunto de entidades ligadas a setores da economia, como Sebrae, Senai e Senac.

A Comissão, criada para reunir esses setores, é formada por mais de 40 instituições públicas e privadas. As informações são da assessoria do Sebrae/MS.

A implantação dos CTPs é uma das três prioridades da Comissão. A segunda é criar uma entidade que represente a cultura pantaneira, chamada de federação pelos participantes.

A terceira é definir, com apoio de uma consultoria contratada, o que é a cultura pantaneira: quais elementos fazem parte dessa identidade, para que todas as instituições trabalhem com a mesma referência.

A agenda de 2026 prevê ainda o Evento de Cultura Pantaneira 2026, para dar visibilidade às manifestações culturais da região. Data e local ainda não foram divulgados.

Segundo a analista técnica e gestora das ações de Economia Criativa do Sebrae/MS, Daniele Muniz, o objetivo é transformar a cultura em fonte de desenvolvimento.

O vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, disse que o movimento cresceu nos últimos dois anos. “O que estamos vivendo agora é um movimento muito importante para reconhecer e valorizar a nossa identidade, fazendo com que as pessoas tenham orgulho do lugar onde nasceram ou escolheram viver.

Nos últimos dois anos, esse movimento avançou muito e, agora, temos uma grande oportunidade de reunir todas essas forças, artistas, o trade, instituições e os diferentes segmentos da sociedade, em torno de um objetivo comum: valorizar essa cultura fantástica que é a cultura sul-mato-grossense.”.

Quem vive no Pantanal pede recurso e participação.

Presidente do Centro de Tradição do Homem Pantaneiro (CTHP) de Corumbá, Luiz Carlos Alves de Arruda afirmou que a federação pode ajudar a executar ações que as comunidades já fazem há anos.

O principal desafio hoje é garantir recursos e ampliar a participação das pessoas, mas acreditamos que, com a união dos Centros de Tradição Pantaneira e da federação, será possível fortalecer esse trabalho e dar mais continuidade às iniciativas de preservação e valorização da cultura pantaneira.”.

Chefe da Divisão de Patrimônio Material e Imaterial do Departamento de Cultura de Anastácio, Jacqueline Medeiros disse que o Pantanal não pode ser tratado só como paisagem para turista.

Nesse sentido, a atuação do Sebrae e a implantação dos Centros de Tradição Pantaneira nos municípios são muito importantes, porque esses espaços podem promover oficinas, palestras, ações educativas e o resgate das tradições, fortalecendo a identidade pantaneira e as comunidades locais.”.

Presidente da Comissão Municipal da Cultura Pantaneira de Rio Verde de Mato Grosso, Ana Miriam Cardeal Martos Brito afirmou que 2026 trouxe novos participantes ao movimento.

Também avançamos na catalogação dos ícones da nossa cultura e no resgate das tradições.”.

Com os encaminhamentos da sexta-feira, a Comissão segue com três tarefas: consolidar os CTPs, formalizar a federação e concluir o estudo sobre o conceito de cultura pantaneira.

Daniele Muniz, gestora de Economia Criativa do Sebrae/MS.

Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS.

Luiz Carlos Alves de Arruda, presidente do Centro de Tradição do Homem Pantaneiro de Corumbá.

Jacqueline Medeiros, chefe da Divisão de Patrimônio Material e Imaterial de Anastácio.

Ana Miriam Cardeal Martos Brito, presidente da Comissão Municipal da Cultura Pantaneira de Rio Verde de Mato Grosso.

CTP (Centro de Tradição Pantaneira): espaço mantido no município para guardar, ensinar e divulgar os costumes do Pantanal, com oficinas, palestras e atividades educativas.

Sistema S: conjunto de entidades mantidas por contribuições das empresas e ligadas a setores da economia, como Sebrae, Senai, Senac e Senar.

Federação: entidade que reúne várias associações e centros de tradição para representá-los em conjunto.

Economia criativa: atividades que geram renda a partir de cultura, arte, artesanato e conhecimento.

Informações divulgadas pela assessoria do Sebrae/MS. Data e local do Evento de Cultura Pantaneira 2026 ainda serão anunciados.

Em números

  • A reunião juntou cerca de 20 pessoas, entre artistas e agentes culturais, gestores púb

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Fontes consultadas

  • A Críticalink