As unidades ficam nos municípios de Borba, Beruri, Tapauá, Careiro, Autazes e Humaitá e têm como objetivo proteger a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas, permitindo o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades locais.
As novas unidades de conservação são Tupana Igapó-Açu I, localizada em Borba, Tupana Igapó-Açu II, entre Beruri e Tapauá, Canaã, nos municípios de Careiro e Autazes, e Mirari, em Humaitá.
A assinatura dos decretos ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, e fez parte de um conjunto de medidas voltadas à conservação ambiental e ao manejo sustentável de áreas protegidas.
Parque Nacional de Sete Cidades é ampliado.
Além das quatro reservas no Amazonas, Lula assinou decreto que amplia em 7. 192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. Com a mudança, a unidade passa a ter uma área total de 13.
Durante o evento, o presidente relacionou a preservação ambiental ao potencial econômico do turismo em áreas protegidas. Segundo Lula, a conservação dependerá também da percepção da sociedade sobre o retorno econômico proporcionado pela floresta preservada.
O presidente afirmou ainda que o turismo em áreas conservadas pode ser utilizado para descanso e para aproximar a população das riquezas naturais do País.
Concessões abrangem 162,7 mil hectares em Humaitá.
O evento também marcou a assinatura de contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas, pelo Serviço Florestal Brasileiro.
Os contratos têm prazo de 40 anos e abrangem uma área de 162,7 mil hectares. Com as novas concessões, foi concluído o processo das três unidades da Floresta Nacional de Humaitá, que somam 200,9 mil hectares destinados ao manejo sustentável.
As concessões permitem o aproveitamento econômico de recursos florestais dentro das regras estabelecidas para o manejo da área, conciliando a atividade produtiva com a conservação ambiental.
Fundo Amazônia destina R$ 50,5 milhões a projeto quilombola.
A iniciativa deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas localizadas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios.
O projeto terá duração de 60 meses e será executado pela Fundação Guamá.
As medidas anunciadas incluem, portanto, a criação de novas unidades de conservação no Amazonas, a expansão de uma área protegida no Piauí, novos contratos de manejo florestal em Humaitá e recursos destinados à gestão ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal.
Em números
- Concessões abrangem 162,7 mil hectares em Humaitá
- Os contratos têm prazo de 40 anos e abrangem uma área de 162,7 mil hectares
- Fundo Amazônia destina R$ 50,5 milhões a projeto quilombola
- Amazonas cria quatro reservas e amplia proteção ambiental em 669 mil hectares
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