Já teve fila de espera para expositores, porém hoje reúne 12 feirantes e tenta recuperar o movimento.
A "Feirinha das Kombis", feira que surgiu há oito anos no Jardim Flamboyant, em Campo Grande, resiste com 12 feirantes após seu auge, quando reunia quase mil pessoas.
Criada por donos de kombis, a feira ocorre às quartas-feiras na Praça Flamboyant e oferece produtos como chope, açaí e verduras. A pandemia reduziu o público e os expositores, mas os organizadores mantêm o espaço aberto para novos participantes.
Nascida há oito anos a partir de um encontro de kombis, uma feira virou ponto de resistência no Jardim Flamboyant. No auge, chegou a ter fila de espera para novos expositores.
Hoje, são 12 feirantes que mantêm o encontro toda quarta-feira, a partir das 18h, e tentam reconquistar o público. Nesta quarta, tem mais uma edição para quem quiser prestigiar.
Quem detalha a trajetória da feira, apelidada de “Feirinha das Kombis”, é a empreendedora Rosangela Marques, de 40 anos. “Ela nasceu da união de várias pessoas que tinham kombis, por isso chama Quarta Kombina com K”, explica.
Desde o início, a feira é realizada na Praça Flamboyant, no encontro da Avenida Ministro João Arinos com a Rua da Planície, ao lado do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros).
No começo, apenas quem tinha kombi podia participar como expositor. Depois, o espaço também foi aberto para barracas.
Foi durante a pandemia, quando a feira precisou interromper os encontros, que o número de frequentadores e expositores começou a diminuir. “Ela deu uma caída, algumas pessoas saíram, foi aumentando o número de feiras na cidade e ela foi ficando pequenininha.
A primeira edição contou com sete kombis. No melhor momento, a feira chegou a reunir quase 20 veículos e outras 38 barracas. Atualmente, são 12 feirantes, com opções como chope, cachorro-quente, açaí, espetinho, hambúrguer, porqueta, legumes, verduras e brinquedos.
Priscyla Arashiro, de 44 anos, e o marido estão entre os expositores que retornaram à feira. Segundo ela, na decisão, o casal levou em consideração o ambiente familiar e a segurança do local.
Para o futuro, Priscyla espera que os encontros comunitários, gastronômicos e culturais continuem vivos. “Sempre é muito triste quando algo dessa natureza para de existir.
A feira é tradição e, nesse bairro, manter a feira continuará a criar memórias para os moradores da região. As crianças vão crescer com essa memória. Eu mesma tenho memórias da época em que a Feira Central era atrás da Avenida Mato Grosso”, finaliza.
Para quem quiser fortalecer a feira, o endereço é Rua Planície, na Praça que fica ao lado do Garras, no Jardim Flamboyant.
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