Os dados são do Observatório da Indústria do Sistema Fiems divulgados hoje (9). Segundo o boletim, o resultado é o segundo maior saldo da série histórica para o período de janeiro a julho e o segundo ano seguido com mais de 10 mil vagas abertas pela indústria.
- Construção de edifícios: +1.487 vagas.
- Construção de rodovias e ferrovias: +1.219 vagas.
- Instalação e manutenção elétrica: +787 vagas.
A distribuição por atividade confirma o peso da construção no resultado. As quatro atividades com maior saldo dentro da indústria são montagem industrial, com 2.
015 vagas, construção de edifícios, com 1. 487, construção de rodovias e ferrovias, com 1. 219, e instalação e manutenção elétrica, com 787. Juntas, essas quatro atividades somam 5.
508 postos, mais da metade dos 10. 125 abertos pela indústria no período, e nenhuma delas corresponde a produção de fábrica em funcionamento.
Essa composição ajuda a explicar por que boa parte do número tende a cair. A obra do Projeto Sucuriú, que passou de 70% de execução no fim de agosto, mobiliza cerca de 14 mil trabalhadores no canteiro.
A Arauco prevê iniciar a operação da fábrica no fim de 2027 e, a partir daí, estima manter cerca de 6 mil postos permanentes nas áreas industrial, florestal e logística, menos da metade do efetivo hoje mobilizado na obra.
As demais cidades com saldo positivo somam, juntas, um resultado bem menor. Campo Grande abriu 1. 659 vagas, Três Lagoas, 998, Dourados, 544, Rio Brilhante, 474, Aparecida do Taboado, 313, Corumbá, 196, Itaquiraí, 184, Mundo Novo, 169, e Fátima do Sul, 166.
Somadas a Inocência, essas dez cidades concentram 9. 394 vagas, 93% de tudo o que a indústria abriu no Estado neste ano.
No ramo da indústria de transformação, que fabrica produtos prontos, os maiores saldos ficaram com a fabricação de álcool, com 1. 108 vagas, o abate de suínos, com 533, o abate de aves, com 273, a fabricação de açúcar, com 185, e o abate de bovinos, com 176.
São atividades ligadas ao agronegócio do Estado, que tem parte da produção de cana, milho e proteína animal escoada para usinas e frigoríficos em funcionamento, sem relação com a obra de Inocência.
A atividade industrial, que reúne os ramos de transformação, construção, serviços industriais de utilidade pública e extrativo mineral, respondeu por 53% de todo o saldo de empregos formais abertos no Estado neste ano.
Mato Grosso do Sul criou 19. 258 empregos com carteira assinada entre janeiro e julho, segundo o Novo Caged.
Novo Caged: registro do Ministério do Trabalho e Emprego que soma todas as admissões e demissões com carteira assinada no país, usado para medir a criação de empregos formais.
Saldo de empregos: diferença entre contratações e demissões em um período. Um saldo positivo de 500, por exemplo, pode vir de 5. 000 admissões e 4. 500 desligamentos.
Dados divulgados pelo Observatório da Indústria do Sistema Fiems, entidade que representa o setor industrial em Mato Grosso do Sul, com base no Novo Caged.
Em números
- Da série histórica para o período de janeiro a julho e o segundo ano seguido com mais de 10 mil vagas abertas pela indústria
- Bra do Projeto Sucuriú, que passou de 70% de execução no fim de agosto, mobiliza cerca de 14 mil trabalhadores no canteiro
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